
Urutu Cruzeiro
Tião Carreiro e Pardinho
Conheci um aleijado que pra viver o coitado andava tirando esmola
Pros lugar que ele passava consigo ele carregava uma pequena viola
Quando a esmola recebia cantando ele agradecia de todo o seu coração
Na viola ele ponteava e em seguida ele cantava essa tristonha canção
Isto foi na minha terra lá na fazenda da Serra
Num dia de madrugada trabaiava de cocheiro
Foi eu e meu companheiro buscar vaca na invernada
Trouxe as vacas no mangueiro vortei pra buscar um bezerro
De uma mestiça zebú meu destino foi traçado
Nesse dia fui picado por uma cobra urutu
Hoje eu sou um aleijado ando pro mundo jogado
Veja o destino de um homem pedindo a um bom coração
Um pedacinho de pão pra mim não morrer de fome
Veja só o resultado daquele urutu marvado
Poucos dias já me resta, com fé em São Bom Jesus
Que hoje eu carrego a cruz que o urutu leva na testa




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