Requiem pentru erou
Esti mai viu decat tu crezi
Dar ce-ai fost tu nu mai vezi
Nu intelegi ca ai pierdut
Ai pierdut tot ce-ai avut
In padure sunt doar eu
Umbra neagra, suflet greu
Vuiet jalnic si pustiu
Oare-s mort sau mai sunt viu?
Nu te mai gandin-n zadar
Nu-ti mai plange de amar
Taci si-ntinde-te sub crengi
Te vei odihni pe veci
Unde-i visul zamislit?
Unde oare am gresit
De ce soarta-i crud-acum?
Unde sa gasesc un drum
Arde lemnul si trosneste
Ard si eu cu el pe jar
Flacarile-mi ard obrajii
Vinul fierbe in pahar
Fratilor plecam la lupta
Suntem treji in zori de zi
Plang iubitele in poarta,
Mamele pe au lor fii
Strigat, vuiet, geamat surd,
Sabii, coifuri, cai cazand
Trupuri sfartecate crud,
Se zbat pe pamantul ud
Scrumul, jarul si apdurea
Fratii mei de sange iar
Lovesc fierul si securea
De la zei primite-n dar
Caii ard de nerbdare
Freamata adanc pe drum
Vor s-alerge-n goana mare
Sa se piarda-n praf si fum
Nu mai cauta-n trecut
Ai fost dur si de teut
Acum frant, trist, doborat,
Vlaga nu mai ai in trup
Nu pot sa raman, sa plec
Prizonier in propriu-mi cerc
Doar ma zbat, ma chinui, plang
Evadez, dar doar in gand
Un cosmar ce se destrama
Intr-un ceas tarziu de toamna
Lungi suspine, lacrimi, soapte
Dangate de clopot moarte
Réquiem para um Herói
Você está mais vivo do que pensa
Mas o que você foi, não vê mais
Não entende que você perdeu
Perdeu tudo que tinha
Na floresta sou só eu
Sombra negra, alma pesada
Um lamento triste e vazio
Será que estou morto ou ainda vivo?
Não fique pensando em vão
Não chore mais de dor
Cale-se e deite-se sob os galhos
Você vai descansar para sempre
Onde está o sonho concebido?
Onde foi que errei?
Por que o destino é tão cruel agora?
Onde posso encontrar um caminho?
A madeira queima e estala
Eu também ardo com ela na brasa
As chamas queimam minhas bochechas
O vinho ferve no copo
Irmãos, vamos à luta
Estamos acordados ao amanhecer
As amadas choram na porta,
As mães por seus filhos
Gritos, lamentos, gemidos surdos,
Espadas, elmos, cavalos caindo
Corpos despedaçados cruelmente,
Se debatem na terra molhada
A cinza, a brasa e a floresta
Meus irmãos de sangue novamente
Golpeiam o ferro e o machado
Recebidos como presente dos deuses
Os cavalos ardem de impaciência
Fervem profundamente na estrada
Querem correr em grande desespero
Para se perder em poeira e fumaça
Não procure mais no passado
Você foi duro e de teut
Agora quebrado, triste, abatido,
Sem força no corpo
Não posso ficar, nem partir
Prisioneiro do meu próprio círculo
Apenas me debato, me torturo, choro
Escapo, mas só na mente
Um pesadelo que se desfaz
Em uma hora tardia de outono
Longos suspiros, lágrimas, sussurros
Sinos badalando a morte