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Come Aqui, Cachorro

Tito Fernandez

Comeme Perro

Entre cerrando los ojos y los dientes apretados
¡comeme perro! me icia, mientras la estaba besando
Sus gruesos labios ardientes sobre los mios cargando
Sus ochenta kilos mecón, que me los iba tirando
Como yegua percherona, en una bara topiando,
Poco a poco iba cediendo, pá un ricon me iba empujando,
Las cañuelas me temblaban, medio que se iban doblando,
Su estado era tan re juerte, parecia delirando
¡comeme perro! me icia, y me seguia besando,
Su ternura era tan grande, que terminaba llorando
Ese perro era yo, un tanto desesperao
Hecho un don perro de preza, aunque un tanto desdentado,
La estrechaba entre mis brazos hasta quedar lagarteado,
Con ganas de, de golver, por el esfuerzo gastao,
Rebuelto mondongo y borra, y hasta la cola sudá,
Le daba, lo que tenia, aunque ya medio cabriaó,
¡comeme perro! me icia, y me daba largos besos cifoniao
Me dejaba tiritando, toitito besuquiao, me afirmaba
En un rincon, sin fuerzas para estar paraó,
Me sentia re infeliz, igual, que perro apaliaó,
Y denuevecito empezaba y con brios renovao,
Me afirmaba en las de quiyay, pá no quedar mal parao,
Igualito que los cheutos, respirando por un laó,
Pá no cortarle el che! che!, de sus besos cifoniao,
Mas cabriao que un novillo, recincito corretiaó,
¡comeme perro! me icia, y eso, el eco esta repitiendo,
Pero ahora es distinto, otro perro esta comiendo,
Me imagino lo que pasa, sé lo que esta sucediendo,
Otro infeliz como yo, de seguro esta sufriendo,
Temblandole las cañuelas, pal rincón retrocediendo,
No voy a culpar a toos, por lo que yo estoy sintiendo,
Hay muchas, ¡comeme perro!, igual que ella iran fingiendo,
Se aparece otro galan, si te he visto, no me acuerdo,
En tanto uno se queda, viviendo de los recuerdos,
Pero soy hombre en mis cosas, me gusto el ¡comeme perro!
¡comeme perro, perro!, se ha quedao vibrando, tan tenzo como una cuerda, que ya me esta molestando, pensar, sin querer pensar, a quien esta enamorando, con sus pechos
Tan de hembra, a quien estara tentando, y su boca tan jugosa
A quien estar besando,¡comeme perro, perro!me icia,
Y eso traicion me recuerda, y el cifonear de su boca,
Y el cheuto pidiendo tregua, puta la yegua pá guena eñor,
Y por no pasar grosero, despechao, o lo que sea,
No me arranco asi sus besos, y la mando a la mima mierda!
Ya está!.

Come Aqui, Cachorro

Entre fechando os olhos e os dentes apertados
"come aqui, cachorro!" ela dizia, enquanto me beijava
Seus lábios grossos e quentes sobre os meus se carregando
Seus oitenta quilos me empurrando, que eu ia me jogando
Como uma égua forte, em uma barra se equilibrando,
Pouco a pouco ia cedendo, pra um canto me empurrando,
As pernas tremiam, meio que se dobrando,
Seu estado era tão intenso, parecia delirando
"come aqui, cachorro!" ela dizia, e continuava me beijando,
Sua ternura era tão grande, que eu acabava chorando
Esse cachorro era eu, um tanto desesperado
Feito um cachorro de presa, embora um tanto desdentado,
A apertava entre meus braços até ficar estirado,
Com vontade de, de voltar, pelo esforço cansado,
Mistura de carne e bebida, e até a cauda suada,
Dava o que tinha, embora já meio cansado,
"come aqui, cachorro!" ela dizia, e me dava longos beijos apaixonados
Me deixava tremendo, todo cheio de beijos, me segurava
Num canto, sem forças pra ficar de pé,
Me sentia tão infeliz, igual a um cachorro apanhado,
E de novo começava e com ânimo renovado,
Me segurava nas pernas, pra não ficar mal parado,
Igualzinho aos cheiros, respirando de lado,
Pra não cortar o "che! che!", dos seus beijos apaixonados,
Mais cansado que um novilho, recém saído da briga,
"come aqui, cachorro!" ela dizia, e isso, o eco estava repetindo,
Mas agora é diferente, outro cachorro está comendo,
Imagino o que acontece, sei o que está acontecendo,
Outro infeliz como eu, com certeza está sofrendo,
Tremendo as pernas, recuando pro canto,
Não vou culpar todos, pelo que estou sentindo,
Tem muitas, "come aqui, cachorro!", igual a ela vão fingindo,
Aparece outro galã, se te vi, não me lembro,
Enquanto um fica, vivendo das lembranças,
Mas sou homem nas minhas coisas, gostei do "come aqui, cachorro!"
"come aqui, cachorro, cachorro!", ficou vibrando, tão tenso como uma corda, que já está me incomodando, pensar, sem querer pensar, a quem está apaixonando, com seus peitos
Tão femininos, a quem estará tentando, e sua boca tão suculenta
A quem estará beijando, "come aqui, cachorro, cachorro!" ela dizia,
E isso traição me lembra, e o sussurro da sua boca,
E o cheiro pedindo trégua, puta a égua pra boa senhor,
E por não ser grosseiro, despechado, ou o que seja,
Não arranco assim seus beijos, e a mando pra merda!
Já chega!

Composição: Tito Fernández