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A Espinha

Tonolec

La Espina

Yo me quería casar a la orilla del río
Y me quería poner ese blanco vestido
Qué madrecita se puso
Aquel su día divino de amor, de amor

Yo te esperaba paciente limpiando la vereda
Y sacudía los santos a mi santa manera
Quitándoles polvareda
De los días de espera por ti, por ti

¡Ay del hombre que no ama suficiente para ser feliz!
Una espina atragantada en la garganta es este dolor
¿Quién te dijo que el que engaña tiene un corazón para seguir?
El camino es de los hombres valerosos que tienen honor, honor

Se desató la tormenta, fue tan larga la espera
Y se nublaron los cielos, fue tan hondo mi grito
De ver caer al vacío las promesas que hicimos ayer, ayer

Un caminito de flores y el olor a madera
Atesoré en mi recuerdo los momentos más lindos
Pero seguir el camino me dispuse tan pronto volví de ti

¡Ay del hombre que envenena el agua que después ha de beber!
Una espina atragantada en la garganta es este dolor
¿Quién te dijo que el que engaña tiene un corazón para seguir?
El camino es de los hombres valerosos que tienen honor, sin ti

Sin ti y cantando me voy de aquí
Mi bien, y cantando me voy
¡Ay, ay, ay! Mi corazón se lastimó
Y cantando me voy de aquí, mi bien

Y cantando me voy por los caminos que jamás he de volver
Porque cuando uno ama no hiere a su querer
Y este cariño que te di no volvió a mí
Sin ti, sin ti, yo cantando me fui

Sin ti y cantando me voy de aquí, mi bien, y cantando me voy
¡Ay, ay, ay! Mi corazón se lastimó
Y cantando me voy de aquí, mi bien
Y cantando me fui

A Espinha

Eu queria me casar à beira do rio
E queria usar aquele vestido branco
Que minha mãezinha usou
Naquele dia divino de amor, de amor

Eu te esperava paciente limpando a calçada
E sacudia os santos do meu jeito sagrado
Tirando a poeira
Dos dias de espera por você, por você

Ai do homem que não ama o suficiente pra ser feliz!
Uma espinha entalada na garganta é essa dor
Quem te disse que quem engana tem um coração pra seguir?
O caminho é dos homens valentes que têm honra, honra

Desencadeou a tempestade, foi tão longa a espera
E os céus se nublaram, foi tão profundo meu grito
De ver cair no vazio as promessas que fizemos ontem, ontem

Um caminho de flores e o cheiro de madeira
Guardei na memória os momentos mais lindos
Mas seguir o caminho me dispus assim que voltei de você

Ai do homem que envenena a água que depois vai beber!
Uma espinha entalada na garganta é essa dor
Quem te disse que quem engana tem um coração pra seguir?
O caminho é dos homens valentes que têm honra, sem você

Sem você e cantando eu vou embora daqui
Meu bem, e cantando eu vou
Ai, ai, ai! Meu coração se machucou
E cantando eu vou embora daqui, meu bem

E cantando eu vou pelos caminhos que nunca mais vou voltar
Porque quando se ama não se fere quem se quer
E esse carinho que te dei não voltou pra mim
Sem você, sem você, eu cantando fui embora

Sem você e cantando eu vou embora daqui, meu bem, e cantando eu vou
Ai, ai, ai! Meu coração se machucou
E cantando eu vou embora daqui, meu bem
E cantando eu fui

Composição: Dora Elena Bogarín / Diego Enrique Perez