Estrada, Café e Saudade
Tony Valentini
Café na garrafa, estrada no peito
Farol da esperança, Deus vai no meu leito
Doze eixos rodando, na fé do volante
Com o retrato dela preso no espelho diante
Do Mato Grosso ao sertão de Goiás
Vejo o sol nascer nas curvas que a vida traz
Com milho e com cana, carrego o Brasil
Na boleia é que eu canto o meu destino viril
E a cada parada num posto qualquer
Lembro da minha mãe fazendo café
Sou caminhoneiro, filho do sertão
Na estrada da vida, sigo com o coração
De Delta a Milano, levo meu cantar
Com poeira no chapéu e saudade no olhar
Strada e cuore, la mia verità
Con il vento sul viso e la libertà
Dal Brasile all’Italia io porterò
Il profumo del campo che non morirà
Encho a carroceria de sonho e suor
No rádio, modão e o cheiro de flor
Planto a esperança em cada estação
Com soja, com milho e com oração
Na colheita da vida, eu sigo cantando
Na lida da terra, sigo semeando
Com fé e viola, levanto o sertão
Sou parte da roça, sou do caminhão
A lembrança aperta, mas faz bem demais
Lá em casa me esperam, sei que volto em paz
Sou caminhoneiro, filho do sertão
Na estrada da vida, sigo com o coração
De Delta a Milano, levo meu cantar
Com poeira no chapéu e saudade no olhar
Strada e cuore, la mia verità
Con il vento sul viso e la libertà
Dal Brasile all’Italia io porterò
Il profumo del campo che non morirà



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