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Desculpa, Mãe

Tornillo

Perdóname Mamá

Perdóname, mamá, por no ser lo que tú querías
Desde que estaba niño me gustó la calle fría
Aquí diario sirenas son las que mueven María
Mi barrio pone más respeto que la policía

Welcome mi barrio, donde gente sin horario
El niño que quería jugar fútbol terminó de sicario
Estas canciones que me sacaron del barrio
Cuando subo al escenario sueño con ser legendario

Aquí en el terre muchos nacen, muchos mueren
Mi sangre es callejera y la llevo en el ADN
Tú lo que quieres es que yo nunca acelere
Y en mi barrio me enseñaron que la esperanza no muere

Yo no me doblo aunque me vean cachorro
Que aunque venga en puño, me la rifo solo
Códigos de calle, me sé el protocolo
A la verga los fekas, de este lado puro cholo

Una bella flor
Fumo y te rompo instrumentales
Late mi corazón
Cuando hay peligro por las calles

Perdóname, mamá, por no ser lo que tú querías
Desde que estaba niño me gustó la calle fría
Aquí diario sirenas son las que mueven María
Mi barrio pone más respeto que la policía

Perdón, mamá, crecí en el barrio donde hay muchas calacas
Donde si la haces, te matan, es mejor que no hagas placa
Por este lado nadie se acobarda, cierran la puerta, brinco la barda
Todo mi clika es adicta y bastarda
Yo tengo un ángel que cuida mi espalda

Para los que me quieren ver mal
Lo mío lo cuido hasta el funeral
Aquí se la pelan, van a fallar
De rimas y flotas tengo un arsenal

Cómo duele recordar
Cuando de niño me decían
Que algún día iba a madurar
Y se acabó mi fantasía

Conmigo no ande de chapete, morro puñetas
Dudo que tú me interpretes lo que hay en tus letras
De este lado suenan duro las metralletas
Si no estás capacitado, niño, no te metas

Perdóname, mamá, por no ser lo que tú querías
Desde que estaba niño me gustó la calle fría
Aquí diario sirenas son las que mueven María
Mi barrio pone más respeto que la policía

Desculpa, Mãe

Desculpa, mãe, por não ser o que você queria
Desde pequeno eu gostei da rua fria
Aqui todo dia sirenes são as que movem Maria
Meu bairro impõe mais respeito que a polícia

Bem-vindo ao meu bairro, onde a galera não tem horário
O menino que queria jogar bola virou um sicário
Essas canções que me tiraram do bairro
Quando subo no palco sonho em ser lendário

Aqui na quebrada muitos nascem, muitos morrem
Minha sangue é de rua e eu levo no DNA
O que você quer é que eu nunca acelere
E na minha quebrada me ensinaram que a esperança não morre

Eu não me dobro, mesmo que me vejam fraco
Que mesmo vindo em punho, eu me viro sozinho
Códigos de rua, eu sei o protocolo
Que se dane os fakes, desse lado é só cholo

Uma bela flor
Eu fumo e arrebento instrumentais
Bate meu coração
Quando há perigo nas ruas

Desculpa, mãe, por não ser o que você queria
Desde pequeno eu gostei da rua fria
Aqui todo dia sirenes são as que movem Maria
Meu bairro impõe mais respeito que a polícia

Desculpa, mãe, cresci no bairro onde há muitas calacas
Onde se você vacila, te matam, é melhor não fazer placa
Por aqui ninguém se acovarda, fecham a porta, eu pulo a cerca
Todo meu clã é viciado e bastardo
Eu tenho um anjo que cuida das minhas costas

Para quem quer me ver mal
O que é meu eu cuido até no funeral
Aqui se lascam, vão falhar
De rimas e flows eu tenho um arsenal

Como dói lembrar
Quando era criança me diziam
Que um dia eu ia amadurecer
E acabou minha fantasia

Comigo não venha de otário, moleque idiota
Duvido que você me entenda o que há nas suas letras
Desse lado as metralhadoras soam forte
Se você não tá preparado, moleque, não se meta

Desculpa, mãe, por não ser o que você queria
Desde pequeno eu gostei da rua fria
Aqui todo dia sirenes são as que movem Maria
Meu bairro impõe mais respeito que a polícia

Composição: