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R.i.p.

Tortaros

R.i.p.

Mistre lzi! Pane temnoty!
Ukaz mi svou tvar! Vystup z nicoty!
Vem si dusi mou! Rozdrt srdce me!
Ukonci mou pout! Volam jmeno tve!

Svice uz dohoriva, bledy svit krsli stiny
Na ctyrech holych stenach, pulnoc nabira sily
Oltar je pripraveny, neni uz na co cekat
Jeste se rozloucit, pak se se smrti setkat
A ruka vede ostri do srdce sveho pana
Telo uz pada k zemi, je slyset duta rana
Krev bloudi po podlaze, ruda jak zapad slunce
Telo pomalu chladne, neco se trpyti v ruce
Ten maly sperk, symbol marnosti ziti
Pamatka zrady, kterou cas nevyleci
Proto si zvolil cestu, odkud navratu neni
Cestu do temnoty, do rise zapomneni

Tvrdy je zivot, osud si nevybira
Studena rakev na konci kazde z cest
Vzdyt je to jedno, po ktere z nich se dame
Vzdycky dojdeme na konec - na konec
A cas se krati, nikdo ho nezastavi
Kazdy se snazi, kazdy ho chce mit vic
Marne vse delaji, spocitane to maji
Svoje dny davno secteny - secteny

Krev bloudi po podlaze, ruda jak zapad slunce
Telo pomalu chladne, neco se trpyti v ruce
Ten maly stribrny sperk, symbol marnosti ziti
Pamatka na zradu, kterou cas nevyleci
Proto si zvolil cestu, odkud navratu neni
Cestu do temnoty, do rise zapomneni
Svice uz dohorela, vsechno je zpeceteno
Smrt si uz zase vzala, ceho se ji zachtelo

A cas se krati, nikdo ho nezastavi
Kazdy se snazi, kazdy ho chce mit vic
Marne vse delaji, spocitane to maji
Svoje dny davno secteny - secteny

Slunce hladi tvar
Marne snazi se
Ta uz patri tam
Kam vsichni pujdeme
Do tmy pod zemi
Kde ticho navzdy je
Kde nikdo nerusi
Kde vsechno cerne je

R.i.p.

Mestre, escute! O pano da escuridão!
Mostre-me seu rosto! Saia do nada!
Leve minha alma! Esmague meu coração!
Finalize minha jornada! Eu clamo seu nome!

A vela já está se apagando, a luz pálida esculpe sombras
Nas quatro paredes nuas, a meia-noite ganha força
O altar está preparado, não há mais o que esperar
Ainda dá pra se despedir, depois encontrar a morte
E a mão guia a lâmina ao coração do seu senhor
O corpo já cai ao chão, se ouve um golpe surdo
O sangue flui pelo chão, vermelho como o pôr do sol
O corpo esfria devagar, algo brilha na mão
Aquela pequena joia, símbolo da futilidade da vida
Memória da traição, que o tempo não cura
Por isso escolheu o caminho, de onde não há retorno
Caminho para a escuridão, para o reino do esquecimento

A vida é dura, o destino não escolhe
Um caixão frio no final de cada caminho
No fim, não importa qual deles vamos seguir
Sempre chegamos ao fim - ao fim
E o tempo se esgota, ninguém pode pará-lo
Todo mundo se esforça, todo mundo quer ter mais
Em vão fazem tudo, já contaram os dias
Seus dias já estão contados - contados

O sangue flui pelo chão, vermelho como o pôr do sol
O corpo esfria devagar, algo brilha na mão
Aquela pequena joia prateada, símbolo da futilidade da vida
Memória da traição, que o tempo não cura
Por isso escolheu o caminho, de onde não há retorno
Caminho para a escuridão, para o reino do esquecimento
A vela já se apagou, tudo está selado
A morte já levou de novo, o que lhe apeteceu

E o tempo se esgota, ninguém pode pará-lo
Todo mundo se esforça, todo mundo quer ter mais
Em vão fazem tudo, já contaram os dias
Seus dias já estão contados - contados

O sol acaricia o rosto
Em vão tenta
Ela já pertence a lá
Para onde todos iremos
Para a escuridão sob a terra
Onde o silêncio é eterno
Onde ninguém perturba
Onde tudo é negro.

Composição: