La Ciudad de la Peste
Abro los ojos y miro a mi alrededor
La calle escupe muerte en cada esquina
La gente corre, no queda nadie más
Todos se esconden tras las ventanas del miedo
La peste acecha
Ella me espera
Siembra la tierra
con soledad
Siento el silencio en cada paso hacia el vacío
En los cristales veo rostros de sorpresa
Ciudad enferma que agonizas cada noche
Estás tan muerta como el hombre de esa cruz
La peste acecha
Huyo de ella
Mata la tierra
con soledad
Desterrado al olvido, víctima de tu castigo
No quiero tu penitencia, yo me cago en la pasión
Cada noche mi garganta rugirá con nuevos gritos
Cada gota de mi sangre te dirá que sigo vivo
A Cidade da Peste
Abro os olhos e olho ao meu redor
A rua cospe morte em cada esquina
A galera corre, não sobra mais ninguém
Todos se escondem atrás das janelas do medo
A peste está à espreita
Ela me espera
Sembrando a terra
com solidão
Sinto o silêncio em cada passo pro vazio
Nos vidros vejo rostos de surpresa
Cidade doente que agoniza a cada noite
Você está tão morta quanto o homem daquela cruz
A peste está à espreita
Fugo dela
Mata a terra
com solidão
Desterrado ao esquecimento, vítima da sua punição
Não quero sua penitência, eu me cago na paixão
Cada noite minha garganta rugirá com novos gritos
Cada gota do meu sangue vai te dizer que sigo vivo