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500 Anos, De Quê?

Tren Loco

500 Años ¿De Qué?

Yo no festejo la muerte aunque la muerte suceda
No conmemoro la sangre de mis ancestros siquiera
Por más de 500 años no se termina mi guerra
Por más de 500 años no se termina mi guerra

¡No se termina mi guerra!

Tengo una vincha en la frente, cintura de pensadera
Y no me entra un silencio por más que pensarlo quiera
Quedamos yo y unos pocos, porque mandan los de afuera
Quedamos yo y unos pocos, porque mandan los de afuera

¡Porque mandan los de afuera!

500 años de qué, de qué, de qué
500 años de qué, de qué, de qué
500 años de qué, aunque ellos tengan la tierra
Todavía estoy de pie y no me calla cualquiera
Todavía estoy de pie y no me calla cualquiera

Mis hermanos de Indoamerica se preguntan
El 12 de octubre de 1992 qué festejan
500 años de qué, de qué, de qué

Soy raíz de mis abuelos, decendiente de la piedra
Rayo de Sol en el este, guanaco de primavera
Como el caudaloso río no pienso pegar la vuelta
Como el caudaloso río no pienso pegar la vuelta

¡No pienso pegar la vuelta!

Es tan negra la memoria y la conciencia tan cierta
De dónde sale esta gente que un genocidio festeja
Como la nieve allá arriba no se derrite mi queja
Como la nieve allá arriba no se derrite mi queja

¡No se derrite mi queja!

500 años de qué, de qué, de qué
500 años de qué, de qué, de qué
500 años de qué, aunque ellos tengan la tierra
Todavía estoy de pie y no me calla cualquiera
Todavía estoy de pie y no me calla cualquiera

500 años de qué, de qué, de qué
500 años de qué, de qué, de qué
500 años de qué, aunque ellos tengan la tierra
Todavía estoy de pie y no me calla cualquiera
Todavía estoy de pie y no me calla cualquiera

500 años de qué, de qué, de qué

500 Anos, De Quê?

Eu não celebro a morte, mesmo que a morte aconteça
Não comemoro o sangue dos meus ancestrais sequer
Por mais de 500 anos, minha guerra não acaba
Por mais de 500 anos, minha guerra não acaba

Minha guerra não acaba!

Tenho uma faixa na testa, cintura de pensamento
E o silêncio não me entra, mesmo que eu queira
Restamos eu e alguns poucos, porque os de fora mandam
Restamos eu e alguns poucos, porque os de fora mandam

Porque os de fora mandam!

500 anos de quê, de quê, de quê
500 anos de quê, de quê, de quê
500 anos de quê, mesmo que eles tenham a terra
Ainda estou de pé e não me cala qualquer um
Ainda estou de pé e não me cala qualquer um

Meus irmãos da Indoamérica se perguntam
O que eles celebram em 12 de outubro de 1992
500 anos de quê, de quê, de quê

Sou raiz dos meus avós, descendente da pedra
Raio de sol no leste, guanaco de primavera
Como o rio caudaloso, não penso em voltar atrás
Como o rio caudaloso, não penso em voltar atrás

Não penso em voltar atrás!

A memória é tão negra e a consciência tão certa
De onde vem essa gente que celebra um genocídio
Assim como a neve lá em cima, minha queixa não derrete
Assim como a neve lá em cima, minha queixa não derrete

Minha queixa não derrete!

500 anos de quê, de quê, de quê
500 anos de quê, de quê, de quê
500 anos de quê, mesmo que eles tenham a terra
Ainda estou de pé e não me cala qualquer um
Ainda estou de pé e não me cala qualquer um

500 anos de quê, de quê, de quê
500 anos de quê, de quê, de quê
500 anos de quê, mesmo que eles tenham a terra
Ainda estou de pé e não me cala qualquer um
Ainda estou de pé e não me cala qualquer um

500 anos de quê, de quê, de quê