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Ynãkê êh, ynãkê êh

Filha de pajé tão desprezada
Ferido o seu coração não resistiu
À dor da separação
Foi transformada em pássaro

Pediu a Tupã, proteção as cunhatãs
Para não serem abandonadas
O guerreiro que cometesse o desatino
Seria mandando ao fundo do ibiaptéra

Planta tajá, alma de índia
Desditosa e apaixonada
Imitava o canto lamentoso
Empregado em sortilégios de amor
Feiticeira de amantes traidores
Até que se cumpra a maldição

No ar, nas águas, nos montes, na selva
No ar, nas águas, nos montes, na selva

Voa juruti, voa
Tajá que canta
Voa juruti, voa
Tajá que canta

Ynãkê êh, ynãkê êh

Composição: Sebastião Junior, Diego Batista. Essa informação está errada? Nos avise.

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