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Homenagem a Luiz Gonzaga: Asa Branca - Assum Preto

Trio Nordestino

Letra

    Quando olhei a terra ardendo
    Qual fogueira de São João
    Eu preguntei a Deus do céu, ai
    Por que tamanha judiação

    Eu perguntei a Deus do céu, ai
    Por que tamanha judiação

    Que braseiro, que fornalha
    Nem um pé de plantação
    Por falta d'água perdi meu gado
    Morreu de sede meu alazão

    Por falta d'água perdi meu gado
    Morreu de sede meu alazão

    Até mesmo a asa branca
    Bateu asas do sertão
    Entonce eu disse, adeus Rosinha
    Guarda contigo meu coração

    Entonce eu disse, adeus Rosinha
    Guarda contigo meu coração

    Hoje longe, muitas léguas
    Numa triste solidão
    Espero a chuva cair de novo
    Pra mim voltar pro meu sertão

    Espero a chuva cair de novo
    Pra mim voltar pro meu sertão

    Quando o verde dos teus olhos
    Se espalhar na plantação
    Eu te asseguro não chore não, viu
    Que eu voltarei, viu
    Meu coração

    Eu te asseguro não chore não, viu
    Que eu voltarei, viu
    Meu coração

    Quando a lama virou pedra
    E Mandacaru secou
    Quando o Ribaçã de sede
    Bateu asa e voou
    Foi aí que eu vim me embora
    Carregando a minha dor
    Hoje eu mando um abraço
    Pra ti pequenina

    Paraíba masculina
    Muié macho, sim sinhô
    Paraíba masculina
    Muié macho, sim

    Eta pau pereira
    Que em Princesa já roncou
    Eta Paraíba
    Muié macho sim sinhô
    Eta pau pereira
    Meu bodoque não quebrou
    Hoje eu mando
    Um abraço pra ti pequenina

    Paraíba masculina
    Muié macho, sim sinhô
    Paraíba masculina
    Muié macho, sim sinhô

    Tudo em volta é só beleza
    Sol de Abril e a mata em flor
    Mas Assum Preto, cego dos olhos
    Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)

    Tarvez por ignorança
    Ou maldade das pió
    Furaro os olhos do Assum Preto
    Pra ele assim, ai, cantá mió (bis)

    Assum Preto veve sorto
    Mas num pode avuá
    Mil vezes a sina de uma gaiola
    Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)

    Assum Preto, o meu cantar
    É tão triste como o teu
    Também roubaro o meu amor
    Que era a luz, ai, dos olhos meus

    A, bê, cê, dê
    Fê, guê, lê, mê
    Nê, pê, quê, rê
    Tê, vê e zê

    Composição: Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga, Zé Dantas. Essa informação está errada? Nos avise.

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