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O Segredo das Profundezas da Floresta

Trollech

Tajemství Hlubin Lesa

Ten carovne temný les me skrývá cestu svou
Doufám ne marne dnes v nej vnorím duši mou
Jakýs starý sen me nutí do zdejších kraju
Dlouhé roky ríká: "jdi, vydej se na cestu!"

Zahalený lesa tmou už zanedlouho jsem
Kvílení zvere ruší ted v mojí mysli klid
Strachuji se neznámého a ten divný sen
Co desí me svým tajemstvím, musím pron najít klíc

Znavený už cestou svou usínám na strome
Ten sen se zase navrací me ceká krušná noc
Krik mladých od kánete jež leží tu v hnízde
Nedá me chvíli spát ted už toho mám dost

Po noci strávené v korunách jsem znaven ješte víc
V ptacím hnízde nacházím jen mrtvá mládata
Prolezlá jsou mravenci jak po smrti deset dní
Vždyt vecer ješte živá byla tot smutná záhada

Už dávno prece musí být rozjasnený den
Po svetle ani vzpomínka, stále v temnote
Co deje se tu v techto místech je horší nežli sen
V hruze pomýšlím na útek stejnou cestou zpet

Na chladné zemi však už není cesta jako drív
Zdešený mám hruzu z tech míst tajemných
Návrat zpet tu smysl ztrácí kam uniknout nevím
Sen odvahu dodává, ríká:" jdi, kde je stín!"

Nezbývá než uposlechnout predstavy mé hlas
Pronikám do hloubi mrazu stále níž a níž
Když v dáli za skalami vidím ohnu zár
Prece jen u cíle jsem, bohum lesa blíž

Mezi stíny stromu v hlubokém hvozdu
Ovládnutý náladami tajemného šumení
Mezi prameny vod a drevin korenu
Stojím a vzývám matku prírodu

Synem lesu cítím se celým srdcem
Od skal temných ozvena dávnou mojí matkou
Vítr silný nesmrtelný ducha mého otcem
V tuních krytých krovinami na veky spjat s prírodou

Když deštových kapek na kraj se snáší prehršel
Poznávám tu neskutecnou sílu zemských živlu
V hloubi lesu nalézám útechu své duše
Domovem mým je krajina kde žije láska stromu

Když zmocnují se nitra mého pochmurné nálady
Samota sžíravá dusí a trýzní
Objímám stromu kmeny jejich mocné duše
Štestí vznešené svítá až zárí

O Segredo das Profundezas da Floresta

Essa floresta mágica e sombria me esconde o caminho
Espero que não seja em vão, hoje mergulho minha alma
Um velho sonho me empurra para essas paragens
Há muitos anos diz: "vá, se lance na jornada!"

Envolto pela escuridão da floresta, logo estou
O uivo das feras perturba agora a paz da minha mente
Temo o desconhecido e esse sonho estranho
Que me assusta com seu segredo, preciso encontrar a chave

Cansado já do meu caminho, adormeço em uma árvore
Esse sonho volta a me visitar, uma noite difícil me espera
O grito dos jovens do ninho que aqui repousa
Não me deixa dormir, já estou farto disso

Após uma noite passada nas copas, estou ainda mais cansado
No ninho dos pássaros, só encontro filhotes mortos
Estão infestados de formigas como se estivessem mortos há dez dias
Pois à noite ainda estavam vivos, que triste mistério

Já faz tempo que o dia deveria estar claro
Sem vestígios de luz, ainda na escuridão
O que acontece aqui nesses lugares é pior que um sonho
Na angústia, penso em fugir pelo mesmo caminho de volta

No chão frio, já não há caminho como antes
Aterrorizado, tenho medo desses lugares misteriosos
Voltar aqui não faz sentido, não sei para onde escapar
O sonho me dá coragem, diz: "vá, onde está a sombra!"

Só me resta ouvir a voz da minha imaginação
Penetro nas profundezas do frio, cada vez mais fundo
Quando à distância, atrás das rochas, vejo uma luz
Finalmente estou perto do meu destino, mais próximo do sagrado da floresta

Entre as sombras das árvores na densa mata
Dominado pelos humores do sussurro misterioso
Entre as fontes de água e as raízes das árvores
Estou de pé e invoco a mãe natureza

Como filho da floresta, sinto com todo o coração
Doas rochas escuras, o eco da minha mãe antiga
O vento forte, imortal, é o espírito do meu pai
Nas grutas cobertas de arbustos, eternamente ligado à natureza

Quando as gotas de chuva caem sobre a terra
Reconheço essa força incrível dos elementos da terra
Nas profundezas da floresta, encontro o consolo da minha alma
Meu lar é a terra onde vive o amor das árvores

Quando a melancolia se apodera do meu interior
A solidão corrosiva sufoca e atormenta
Abraço os troncos das árvores, suas almas poderosas
A felicidade nobre brilha até o amanhecer.

Composição: