Ceibe
Cando o pobo esmagado e vencido non pode loitar
Cando a xente anda dorida no se soe lembrar
Cando toda a tua forza ten que ser usada para xusto vivir
E non mais
O lamento da terra nun sordo rumorseu chorar
Estremecendo as animas que ainda poden escoitar
Son os tolos e parvos que buscan morrer
Os que escoitan a terra rinchar
Liberdade, galiza ceibe non e!
Ven ca tropa do carallo, baila na punta do pe!
Liberdade, galiza ceibe será!
Ven ca tropa do carallo, baila se queres bailar!
Ase a xente non se alzase
Erguerase a terra, alzaranse as rochas
Os regatos, as fragas, os montes, o vento e o mar
Tamén todo los mortos mollados ca chuvia
De tempos que non voltarán
Berrando
Liberdade, galiza ceibe non e!
Ven ca tropa do carallo, baila na punta do pe!
Liberdade, galiza ceibe será!
Ven ca tropa do carallo, baila se queres bailar!
Livre
Quando o povo esmagado e derrotado não pode lutar
Quando as pessoas sentem dor, elas geralmente não se lembram.
Quando toda a sua força deve ser usada para viver com justiça
E não mais
O lamento da terra num murmúrio surdo começou a chorar
Tremendo as almas que ainda podem ouvir
Eles são os loucos e tolos que procuram morrer
Aqueles que ouvem a terra rugir
Liberdade, Galiza livre, não!
Venha com a porra da tropa, dance na ponta dos pés!
Liberdade, livre será a Galiza!
Venha com a porra da galera, dance se quiser dançar!
Se ao menos as pessoas não se levantassem
A terra vai subir, as rochas vão subir
Os riachos, as florestas, as montanhas, o vento e o mar
Também todos os mortos molhados pela chuva
De tempos que nunca mais voltarão
Gritando
Liberdade, Galiza livre, não!
Venha com a porra da tropa, dance na ponta dos pés!
Liberdade, livre será a Galiza!
Venha com a porra da galera, dance se quiser dançar!
Composição: Evaristo Páramos