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Poesia de Submundo

Tupimasala

Letra

    Muros tatuados, gritos marginalizados
    O recorte da janela num mar de olhos fechados
    E na falta de amor nos olhares e nos tratos
    Se esconde a dor de cada passo cansado

    A alegria na avenida virada em carnaval
    Os pulmões da capital em inalação cultural
    O som do riso dos bandos faz o festival
    Do oceano de gente onde ninguém é normal

    Cala-boca de borracha emudece as vozes na rua
    A fauna humana na cidade tão augusta
    Que vai sem nome andado em si mesma
    Até sumir

    Cada existência arrastada em esperança estaiada
    Igual o portão da cidade em tristeza nublada
    E o vapor cinza que caminha por sobre a calçada
    Entope os poros e a alma dessa gente estafada

    O pileque no boteco num domingo ensolarado
    O samba ecoa nas vielas perdoando os pecados
    O som urbano dos carros é sincronizado
    Ao timbre de cada corpo caminhando calado

    Cala-boca de borracha emudece as vozes na rua
    A fauna humana na cidade tão augusta
    Que vai sem nome andado em si mesma
    Até sumir

    E o calendário diminiu sem que tivéssemos notado
    Não é se feliz e nem triste, vive-se anestesiado

    Composição: Adam Esteves / Samantha Machado. Essa informação está errada? Nos avise.

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