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Sombras com sobrenome

Turno Partido

Sombras con apellido

Crecí esquivando sombras que llevaban mi apellido
Aprendiendo a ser fuerte cuando nadie fue testigo
La calle fue maestra, pero nunca fue amigo
Y yo seguí pa'lante aunque el miedo fuera conmigo

Mi viejo decía: La vida no espera
Pero él nunca esperó ni a mi primera
Mi madre luchando con dos trabajos
Yo aprendiendo a leer entre los atajos
Los niños del bloque jugando a ser grandes
Y yo soñando con no ser uno de los de antes
La esquina enseñaba lo que nadie explica
Que el respeto se gana, pero la herida salpica

No vuelvas a dónde te hicieron daño
Susurró una voz que aún guardo en el pecho

Lo que dejé atrás todavía me llama
Pero ya no respondo cuando prende la llama
Si la calle fue mi escuela, la vida fue examen
Y cada cicatriz me recuerda quién sabe

Tuve una mujer que me quiso sin medida
Pero yo venía roto y le partí la vida
Otra llegó después, con sonrisa de guerra
Y me enseñó que el amor también se aferra
La ex aún escribe cuando cae la noche
Como si el pasado buscara reproche
Y yo respondo poco, porque ya entendí
Que no todo lo que vuelve está hecho pa' mí

No eres el mismo, pero tampoco el de antes
Y esa frase me abrió más que un guante

La banda del barrio sigue en su ruta
Unos con gloria, otros con disputa
Yo elegí el camino que no prometía
Pero al menos era mío, aunque dolía

Lo que dejé atrás todavía me llama
Pero ya no respondo cuando prende la llama
Si la calle fue mi escuela, la vida fue examen
Y cada cicatriz me recuerda quién sabe

Sombras com sobrenome

Cresci desviando de sombras que carregavam meu sobrenome
Aprendendo a ser forte quando ninguém foi testemunha
A rua foi mestra, mas nunca foi amiga
E eu segui em frente mesmo com o medo ao meu lado

Meu velho dizia: A vida não espera
Mas ele nunca esperou nem pela minha primeira
Minha mãe lutando com dois empregos
Eu aprendendo a ler entre os atalhos
As crianças do bairro brincando de ser grandes
E eu sonhando em não ser um dos de antes
A esquina ensinava o que ninguém explica
Que o respeito se conquista, mas a ferida respinga

Não volte aonde te fizeram mal
Sussurrou uma voz que ainda guardo no peito

O que deixei pra trás ainda me chama
Mas já não respondo quando a chama acende
Se a rua foi minha escola, a vida foi prova
E cada cicatriz me lembra quem sabe

Tive uma mulher que me amou sem medida
Mas eu vinha quebrado e parti a vida dela
Outra chegou depois, com sorriso de guerra
E me ensinou que o amor também se apega
A ex ainda escreve quando a noite cai
Como se o passado buscasse um reproche
E eu respondo pouco, porque já entendi
Que nem tudo que volta tá feito pra mim

Você não é o mesmo, mas também não é o de antes
E essa frase me abriu mais que uma luva

A gangue do bairro segue seu caminho
Uns com glória, outros com briga
Eu escolhi o caminho que não prometia
Mas pelo menos era meu, mesmo que doesse

O que deixei pra trás ainda me chama
Mas já não respondo quando a chama acende
Se a rua foi minha escola, a vida foi prova
E cada cicatriz me lembra quem sabe