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Ondas de Grãos

Two Gallants

Waves Of Grain

Who has betrayed the deceased?
Such an infamous freedom, such a militant peace.
How dare they distrust.
Do they know who we are?
Your progeny's brave, their tract housing waiting, pre-plucked and pre-paved: to the ends of the earth, sweet salvation's scar.
But oh no i see them falling.
Let's all pray for rain.
And your children are reared by panic and fear.
But what when all your fields are rotten, your waves of grain, amber waves of grain?
Your work is yet done: inbreed us 'till we're all the same.
Your collection of tongues you keep framed in your parlor with your bibles and guns, the fetus of christ with a fistful of scars.
And your vision is clear while you blind your own kind behind a curtain of fear, your words twisted skywards distracted by mars.
But oh no the sky is falling.
Let's all pray for rain.
You pour out your prayers and weep 'cause you care.
But what when all your fields are rotten, your waves of grain, amber waves of grain?
And you hide the dead while my friends head to die in your name.
"this playground is yours," spoke god when you met behind closed doors, "gesture your hands and the pawns shall subside."
And though you play alone, you never get lonely, you never get bored. who needs a friend when god's on your side? but oh no i see them falling.
Let's all pray for rain.
And even i can't pretend that we're not near the end.
But what when all your fields are rotten, your waves of grain, amber waves of grain? when your days are done, i hope you've had fun with your game. and it was written as fact: behold a white horse with you on its back, a long dozen arrows locked in your stare.
And the oceans shall rise and slap on the shores of mountain sides.
Great waves of progress shall wet the air. but oh no the sky is falling. let's all pray for rain.
And you fools in the back with your heads in your hats, what when all your fields are rotten, your waves of grain, amber waves of grain?
And my words won't be done, they'll never be done 'till the end.

Ondas de Grãos

Quem traiu os falecidos?
Uma liberdade tão infame, uma paz tão militante.
Como ousam desconfiar.
Eles sabem quem somos?
A bravura da sua prole, suas casas populares esperando, já preparadas e pavimentadas: até os confins da terra, a doce cicatriz da salvação.
Mas oh não, eu os vejo caindo.
Vamos todos rezar por chuva.
E suas crianças são criadas por pânico e medo.
Mas e quando todos os seus campos estiverem podres, suas ondas de grãos, ondas âmbar de grãos?
Seu trabalho ainda não acabou: nos cruzem até sermos todos iguais.
Sua coleção de línguas que você mantém emoldurada na sua sala com suas bíblias e armas, o feto de cristo com um punhado de cicatrizes.
E sua visão é clara enquanto você cega os seus próprios atrás de uma cortina de medo, suas palavras torcidas para o céu distraídas por marte.
Mas oh não, o céu está caindo.
Vamos todos rezar por chuva.
Você derrama suas orações e chora porque se importa.
Mas e quando todos os seus campos estiverem podres, suas ondas de grãos, ondas âmbar de grãos?
E você esconde os mortos enquanto meus amigos vão morrer em seu nome.
"Esse parquinho é seu," falou Deus quando você se encontrou atrás de portas fechadas, "gesticule suas mãos e os peões se calarão."
E embora você jogue sozinho, nunca fica solitário, nunca fica entediado. Quem precisa de um amigo quando Deus está do seu lado? Mas oh não, eu os vejo caindo.
Vamos todos rezar por chuva.
E mesmo eu não posso fingir que não estamos perto do fim.
Mas e quando todos os seus campos estiverem podres, suas ondas de grãos, ondas âmbar de grãos? Quando seus dias acabarem, espero que você tenha se divertido com seu jogo. E estava escrito como fato: eis um cavalo branco com você em suas costas, uma dúzia longa de flechas trancadas no seu olhar.
E os oceanos vão subir e bater nas costas das montanhas.
Grandes ondas de progresso vão molhar o ar. Mas oh não, o céu está caindo. Vamos todos rezar por chuva.
E vocês, tolos lá atrás com suas cabeças em seus chapéus, e quando todos os seus campos estiverem podres, suas ondas de grãos, ondas âmbar de grãos?
E minhas palavras não vão acabar, nunca vão acabar até o fim.

Composição: Chelsea Jackson / Two Gallants