Nichts haut einen Seemann um
Die Boote sind noch draußen
die Kneipe ist noch leer
außer mir nur der alte Käpt'n
der ist immer hier
der fährt nicht mehr
der sitzt hier jeden Nachmittag und prüft den Rum
doch nach dem dritten Glas schon singt er leise:
Nichts haut einen Seemann um!
...ihn doch
und er träumt von seinen guten Tagen
da konnt' er zehnmal mehr vertragen
Über'm Tresen hängen Ansichtskarten
die hat er mal geschickt
und er denkt an die Japanerin
die war so schön verückt
ja, damals war er noch ein schneller Junge
das Leben war lebenswert
doch was bleibt einem Seemann, der nicht mehr fährt?
Die Boote sind im Hafen
die Männer kommen gleich
der Käpt'n wankt nach Hause
er schleppt sich übern Deich
er will nicht, daß die anderen sagen:
Der kann ja wirklich nicht mehr viel vertragen
und nun singt er sein Lied
in den stürmischen Wind
Nada derruba um marinheiro
Os barcos ainda estão lá fora
O bar ainda tá vazio
Além de mim, só o velho capitão
Ele sempre tá aqui
Ele não navega mais
Fica aqui toda tarde e prova o rum
Mas depois do terceiro copo já canta baixinho:
Nada derruba um marinheiro!
...ele não
E ele sonha com seus bons tempos
Quando ele aguentava dez vezes mais
Sobre o balcão pendem cartões postais
Que ele já mandou um dia
E ele pensa na japonesa
Que era tão linda e doida
É, naquela época ele ainda era um jovem rápido
A vida valia a pena
Mas o que sobra pra um marinheiro que não navega mais?
Os barcos estão no porto
Os homens tão chegando
O capitão cambaleia pra casa
Ele se arrasta pela duna
Ele não quer que os outros digam:
"Esse cara realmente não aguenta mais"
E agora ele canta sua canção
Para o vento tempestuoso