395px

Serenata Mariachi

Ultimo Aviso

Serenata Mariachi

BERNARDO: ¿Cómo estás, Porfirio?
PORFIRIO: ¿Qué hubo, Bernardo?
B: Pues aquí me ves. Voy a cantarle una serenata a mi chaparrita, que vive aquí, en este caserío.
P: Pues fíjate que casualidad. La mía también vive en este caserío.
B: ¿Y tú también estás de serenata?
P: Fíjate que sí, pero fíjate que no.
B: ¿Y por qué no?
P: No me alcanza el dinero para contratar a los músicos.
B: ¡Pero mano! Entre cohetes... entre cuotas... cuitas
P: Entre cuates.
B: Entre esos... ¡Compartamos mi mariachi!
P: ¿Compartir tu...? ¡Pues se agradece, Bernardo!
B: ¡Pues te presto mi mariachi!
P: ¡Pues se agradece, Bernardo!
B: ¡Pues empieza tú primero!
P: ¡Pues se agradece!
B: ...Bernardo...
P: Bernardo.
B: ¡Música, mariachis!

P: Diez días y diez noches,
A mi potro prendido
Desde Guadalajara
Éste charro ha venido...
Y aunque estoy muy dolorido
El esfuerzo ha valido
Pues tu amor
Me ha dejado estupido.

P: ¡Ándale, Bernardo! ¡Cántale ahorita a la tuya!

B: Se agradece...
He cruzado los estados de Chihuahua,
Tamaulipas y Aguas Calientes,
Guanajuato, Durango y Zacatecas
Con amor y un clavel entre los dientes.
Galopando he cruzado tanto estado,
Tanto estado interminable
Que el clavel me lo he tragado
Y mi estado es lamentable.

P: Al pie de tu reja
B: Al pie del balcón
P: Con alma y con arte
B: Estoy yo parado
P: Mi virgen morena
B: Mi linda rechula
P: Yo vengo a cantarte
B: Tu amor me ha flechado
P: Pues quiero llevarte
B: Me encuentro embarcado
P: Mesmito a la iglesia
B: En tal peripecia
B y P: Pues quiero decirte
Que mi alma te aprecia
María Lucreci...

B: ¿Eh?
P: ¿Cómo?
¡Oye, mano, que María Lucrecia es mi chaparrita!
- ¡Pues que no es tu chaparrita!
P: ¡Oye, que sí es mi chaparrita!
- Pues mira, Porfirio, veremos a quien prefiere María Lucrecia!
P: ¡Ándale!

B: Siento que me atan a ti
Tu sonrisa y esos dientes
El perfil de tu nariz
Y tus pechos inocentes.

P: Tus adorados cabellos
Oscuros, desordenados
Clara imagen de un anzuelo
Que yo mordí fascinado.

B: ¡Sal de aquí, Porfirio!
P: ¡Que no salgo nada!
B: ¡Sal de aquí!
P: ¡Que no salgo!

B: Siento que me atan a ti
P: Tus adorados cabellos
B: Tu sonrisa y esos dientes
P: Oscuros, desordenados,
B: El perfil de tu nariz
P: Clara imagen de un anzuelo
B: Y tus pechos inocentes
P: Que yo mordí fascinado.

B: En esta noche
De cálidos contornos (¿Cálidos? ¡Si hace un frío de perros!)
Yo vengo a brindarte (¡Qué va a brindarle, este cuate grosero...!)
Mi loca pasión (¡No te dije! ¡Pues que te trata de loca!)
Si turbo tu sueño (¡Pues claro que lo turba, con esa voz tan cascadota!)
Perdóname, chula (¿Te pide perdón? ¡Es porque se siente culpable!)
Mas vengo a ofrecerte (¿Qué futuro te espera? ¡Un vendedor ambulante!)
Mi canto de amor. (¡Miente! ¡Créeme, Lucrecia, este charro no te quiere ni tantito!)
¡Y qué caray!
Apuro un tequila,
Te cargo en las ancas,
Y nos vamos los dos. (¡No, Bernardo! ¡Contigo no voy a ningún lado!)

Y si echo bravatas
También las sostengo
Pues todos se rajan... (¡Pues no seré yo quien se raje!)
De mi pistolón. (¿De tu pi...? ¡Pues sí, seré yo!)

P: María Lucrecia, ¡ay!, vente conmigo
B: María Lucrecia, ¡ay!, vente conmigo
B y P: ¡Ay! Lucrecia, no te rajes
pues yo te ofrezco...

P: Una rosa
B: Dos geranios
P: Seis claveles
B: Una selva... ¡Bang!
P: Una diadema de perlas
B: Una sortija de plata
P: Una pulsera de oro
B: Un brazalete de uranio... ¡Bang!
P: Una tormenta de pasiones
B: Un impermeable... ¡Bang!
P: Un futuro venturoso
B: Dos futuros venturosos... ¡Bang!
P: Un ámbito bucólico
B: Un... una... ¡Bang!
P: Pues fíjate, María Lucrecia, lo que yo te ofrezco es un tierno hogar.
B: Depto. chic. cuatro ambient. dependenc de servic, garag. telef.
P: Y... y yo...
B: Intermediarios abstenerse
¡Ay! Lucrecia, te has quedado muda (Óyeme, Bernardo, mira...)
Siento que ya te estoy conquistando (No, no, no... nada de eso, escu...)
Te has quedado tan quieta y silenciosa (Óyeme, Bernardo...)
No te oigo porque estoy cantando (No, no, que la has matado de un tiro)
Te he dejado con los ojos en blanco (Pues claro, ¡si está muerta!)
Y has lanzado un gran suspiro (¡Como que fue el último!)
Te siento muerta de amor (Eso, eso, está muerta, mira...)
De amor (No, no de amor precisamente, mira, que la has matado de... ¡que la has matado!)
¿Qué la he matado?
P: ¡Todita!
B: ¿Y cómo?
P: ¡Recién, con la balacera!
B: ¿Recién con la balacera? ¡Por unos tiritos! ¡Mira que floja!
P: ¡Pues tienes razón!

B y P: La mujer que mi canto no quiere oír
Para mi ha dejado de existir.

Serenata Mariachi

BERNARDO: E aí, Porfirio?
PORFIRIO: E aí, Bernardo?
B: Pois aqui estou. Vou cantar uma serenata pra minha moreninha, que mora aqui, nesse lugar.
P: Olha que coincidência. A minha também mora aqui.
B: E você também tá de serenata?
P: Olha, até tô, mas não tô.
B: E por que não?
P: Não tenho grana pra contratar os músicos.
B: Mas, cara! Entre fogos... entre taxas...
P: Entre amigos.
B: Entre esses... Vamos compartilhar meu mariachi!
P: Compartilhar seu...? Agradeço, Bernardo!
B: Então, te empresto meu mariachi!
P: Agradeço, Bernardo!
B: Então começa você primeiro!
P: Agradeço!
B: ...Bernardo...
P: Bernardo.
B: Música, mariachis!

P: Dez dias e dez noites,
No meu cavalo amarrado
De Guadalajara
Esse charro chegou...
E mesmo com a dor que sinto
O esforço valeu a pena
Pois seu amor
Me deixou tonto.

P: Vamos lá, Bernardo! Canta agora pra sua!

B: Agradeço...
Cruzei os estados de Chihuahua,
Tamaulipas e Aguas Calientes,
Guanajuato, Durango e Zacatecas
Com amor e um cravo entre os dentes.
Galopando, cruzei tanto estado,
Tanto estado sem fim
Que o cravo eu engoli
E meu estado é lamentável.

P: Ao pé da sua grade
B: Ao pé da varanda
P: Com alma e arte
B: Estou aqui parado
P: Minha virgem morena
B: Minha linda e charmosa
P: Venho pra te cantar
B: Seu amor me atingiu
P: Quero te levar
B: Estou embarcado
P: Direto pra igreja
B: Nessa aventura
B e P: Quero te dizer
Que minha alma te aprecia
Maria Lucrecia...

B: Hã?
P: Como?
Escuta, cara, que Maria Lucrecia é minha moreninha!
- Mas não é sua moreninha!
P: Escuta, é sim minha moreninha!
- Olha, Porfirio, vamos ver quem a Maria Lucrecia prefere!
P: Vamos lá!

B: Sinto que me prendo a você
Seu sorriso e esses dentes
O contorno do seu nariz
E seus seios inocentes.

P: Seus adorados cabelos
Escuros, bagunçados
Clara imagem de um anzol
Que eu mordi fascinado.

B: Sai daqui, Porfirio!
P: Não saio nada!
B: Sai daqui!
P: Não saio!

B: Sinto que me prendo a você
P: Seus adorados cabelos
B: Seu sorriso e esses dentes
P: Escuros, bagunçados,
B: O contorno do seu nariz
P: Clara imagem de um anzol
B: E seus seios inocentes
P: Que eu mordi fascinado.

B: Nesta noite
De contornos quentes (Quentes? Se tá um frio de rachar!)
Venho te oferecer (O que ele vai oferecer, esse cara sem jeito...!)
Minha paixão louca (Não te falei! Ele te acha louca!)
Se perturbo seu sonho (Claro que perturba, com essa voz rouca!)
Desculpa, linda (Ele pede desculpa? É porque tá se sentindo culpado!)
Mas venho te oferecer (Que futuro te espera? Um vendedor ambulante!)
Meu canto de amor. (Mente! Acredite, Lucrecia, esse charro não te quer nem um pouco!)
E que se dane!
Bebo um tequila,
Te carrego nas costas,
E vamos os dois. (Não, Bernardo! Com você não vou a lugar nenhum!)

E se eu fizer bravatas
Eu também sustento
Pois todo mundo se racha... (Não serei eu quem vai se rachar!)
Com meu pistolão. (Do seu pi...? Pois é, serei eu!)

P: Maria Lucrecia, ai, vem comigo
B: Maria Lucrecia, ai, vem comigo
B e P: Ai! Lucrecia, não se rache
Pois eu te ofereço...

P: Uma rosa
B: Dois gerânios
P: Seis cravos
B: Uma selva... Bang!
P: Uma tiara de pérolas
B: Um anel de prata
P: Uma pulseira de ouro
B: Um bracelete de urânio... Bang!
P: Uma tempestade de paixões
B: Um impermeável... Bang!
P: Um futuro promissor
B: Dois futuros promissores... Bang!
P: Um ambiente bucólico
B: Um... uma... Bang!
P: Pois olha, Maria Lucrecia, o que eu te ofereço é um lar terno.
B: Apt. chique. quatro ambientes. dependência de serviço, garagem. telefone.
P: E... e eu...
B: Intermediários, se abstenham
Ai! Lucrecia, você ficou muda (Escuta, Bernardo, olha...)
Sinto que já estou te conquistando (Não, não, não... nada disso, escuta...)
Você ficou tão quieta e silenciosa (Escuta, Bernardo...)
Não te ouço porque estou cantando (Não, não, você a matou de um tiro)
Te deixei com os olhos em branco (Claro, se ela tá morta!)
E soltou um grande suspiro (Como se foi o último!)
Sinto você morta de amor (Isso, isso, tá morta, olha...)
De amor (Não, não de amor exatamente, olha, você a matou de... que você a matou!)
O que eu a matei?
P: Toda!
B: E como?
P: Recém, com a balacera!
B: Recém com a balacera? Por uns tiros! Olha que mole!
P: Pois você tem razão!

B e P: A mulher que não quer ouvir meu canto
Para mim deixou de existir.

Composição: