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O Rapto do Menino Dourado

Um Barril de Rap

LetraSignificado

    Eu vivi batalhas, vitórias
    Tive medalhas, memórias
    Mas tô julgando pelo meu ponto de vista
    Só quem ta na pista e rala pelo o que acredita
    É que pode definir seu próprio conceito de glória
    Meu conceito, meus relatos
    Baseados e fatos

    Finalmente um trato
    Eu assinei o meu próprio contrato
    Hoje eu trato de outra forma
    Dei um trato em algumas normas
    Nessa obra agora eu retrato minha auto reforma
    A miliano procurando um motivo
    Buscando uma causa pra lutar, um incentivo
    Nessa eu me mantive vivo
    Até meu privo me provar
    Que esse não é o meu lugar

    E eu não devo me mover pra ver mudar
    Nem viver pra ser do jeito que eles querem
    Se no final o meu final vai ser igual ao dos que aderem
    Então não interfere pra dizer como prefere que eu viva, mano
    A vida é um relógio em contagem regressiva e agressiva
    Me entrego, mas não me apego a ela
    Eu nego e não pego trilha
    Eu trilho ela à capella, na goela
    Eu vivo na minha própria fábula

    Coração blindado, cinza, petrificado: Igual um gárgula
    Mundo de rebeldia eu aprecio insanidade e emoção
    Minha diferença nasce da inconformidade
    Eita porra
    E da nojo muita coisa aqui
    Só que eu não vou me adaptar, nem engolir
    Vou ligar só pra mim

    Cogeração de mal elemento
    Momento de só pro detento
    Tá preso por dentro
    Aprendi com o dia que a ideologia, mais que argumento à disposição se altera no curro
    Despacho de tempo à madame
    É, faz tempo que eu treino
    Há mais ou menos dezenove, vinte e nove-embro
    A questão é que a sorte, a fortuna só nasce num príncipe forte-o
    A princípio ele sofre-o
    Que não comove, ignora
    Se adapta ou corre
    Tu mata ou tu morre
    Riqueza não cabe no cofre
    Cuidado com o poste
    Pinote depende do porte
    Caminhos com corte
    Sudoca, arniqueiras, asa norte
    Viva pelo tesão ao que ama
    Não é desatenção que se chama
    Mesmo com a complicação que se chama
    É, minha opção de não ter que apoiar a trama por gana
    É, escravo da grana
    A grama do meu vizinho tem um brilho mais bacana
    Não atrasa meu lado
    De tanto que tu olhou
    Se tu for lavar a mão com cada um que secou
    Tu vai ter que deixá-la de molho
    Minha mão apertou
    Mas olha pra mim
    Nem tu sabe que é minha
    Eu tô precisando de um ofurô
    Tem nego querendo sentar no meu muro
    Como se eu fosse tolo
    Não vai subir, parou
    Nunca me trouxe um tijolo
    E o curso natural da vida é te meter em rolo
    Fugindo da bura do lado de fora das grades que carbura nenhuma
    Underground tem cura pra minha loucura à procura da causa que irá saciar minha angústia
    E no meio da fuga a culpa é de quem define a estrutura
    A essa altura eu tô longe
    No meio da rua
    Sorrindo pra Lua
    Com a cara na mão
    A cabeça calcula a distância da fúria
    Quem procura, acha
    Um dia a gente se encaixa e vai ser sem querer
    A vida flutua e passa
    Já virou fumaça, passa
    Tu vai achar graça quando a causa for você

    Sem ilusão que mata, arrebata quem tem mente fraca
    Na briga incentiva na pata
    Pra frente na marcha
    Subida sentida por partes
    Puta ultrapassa um monte de farsas
    Sente que aguça, acumula a culpa
    Jura, mas julga
    Opondo a desculpa
    Não se ocupa
    Corre pra rua
    Procura a cura, mas nunca a sua
    Chama de louco, reclama que é pouco
    Espírito morto, julga o solto
    Hábito porco, cobiça o ouro
    Visa redouro, lucro e drogo
    Ciclo proposto
    Ficou curioso
    Sem perda no olho
    Relembra de tudo, concentra em tudo, respira bem fundo
    E me aponta o verdadeiro louco
    E permaneça embriagado de dúvidas
    Remédios sem bulas
    Prescritos nas ruas
    Conflitos, torturas
    Sem farsas, sem pausas
    Desgraças que causam minha causa no fim
    Ainda sim, aguardei em silêncio
    Bom senso na pista
    Me cansei
    Novo milênio
    Humanidade de partida
    Vendo a compaixão na cena do desastre
    Sendo eles quem são então aprenda o ataque
    Pois o amor foi corrompido: Entrou na fila do abate
    Ao lado da flor: Comprimida pelo peso da cidade
    Não calei minha fala
    Não cedi à maldade
    Uma lei tão errada
    Entendi outras verdades
    Agora meus passos tomaram formatos
    De batidos, desabafos encontraram consolo
    Sobre linhas, tantos marcos se tornaram incentivo
    A cada rima canto, fecho a conta e continuo a escrever a vida

    Composição: Froid / Sampa / Yank. Essa informação está errada? Nos avise.

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