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A Marionete da Floresta

Umbra Atra

La Marioneta del Bosque

En el bosque nadie escucha
Cuando la madera aprende
A sangrar

Tallado en un viejo roble maldito
Nací sin alma, pero con apetito
Hilo por hilo corté mi humanidad
Dejando astillas donde hubo bondad

La Luna viste mi sonrisa de barniz
Mi sombra nunca deja cicatriz
Porque quien besa mi boca de nogal
Despierta tarde, pero dentro del funeral

No cruces el sendero
No sigas su canción
Sus ojos no reflejan
Ni cielo, ni perdón

Soy la marioneta del bosque sin Dios
El príncipe muerto detrás de la voz

Corre, Blancanieves, no mires atrás
Tu cuento se rompe, jamás volverás

Cenicienta pierde su último cristal
Aurora no despierta del sueño final
Las páginas arden
El final cambió
Porque Pinocho
Al amor asesinó

Rapunzel dejó caer su cabello
Para abrazar el filo de mi cuello
La Bella encontró otra oscuridad
Anabel lloró sin oportunidad

Ariel ya no canta bajo el mar
Sus perlas aprendieron a callar
Cada corona termina a mis pies
Soy el final que nadie quiso leer

No fue un monstruo
Ni un dragón
Fue un muñeco
Sin corazón

¡Uno por uno
Cuento por cuento!

¡Uno por uno
Beso por beso!

¡Uno por uno
Caen al viento!

¡La madera
Nunca tuvo remordimiento!

Blancanieves duerme bajo el rosal
Aurora descansa sin despertar

Cenicienta dejó de esperar
Ya ningún reloj volverá a sonar

Soy la mentira hecha inmortal
La marioneta del bosque infernal
Cuando los cuentos vuelvan a nacer
Solo la muerte
Los hará creer

Dicen
Que aún camina entre los árboles

Buscando
La próxima princesa

A Marionete da Floresta

No bosque ninguém escuta
Quando a madeira aprende
A sangrar

Esculpido em um velho carvalho amaldiçoado
Nasci sem alma, mas com apetite
Fio por fio cortei minha humanidade
Deixando lascas onde houve bondade

A Lua veste meu sorriso de verniz
Minha sombra nunca deixa cicatriz
Porque quem beija minha boca de nogueira
Acorda tarde, mas dentro do funeral

Não cruze o caminho
Não siga sua canção
Seus olhos não refletem
Nem céu, nem perdão

Sou a marionete da floresta sem Deus
O príncipe morto atrás da voz

Corre, Branca de Neve, não olhe pra trás
Seu conto se quebra, nunca mais voltará

Cinderela perde seu último cristal
Aurora não acorda do sonho final
As páginas ardem
O final mudou
Porque Pinóquio
Ao amor assassinou

Rapunzel deixou cair seu cabelo
Para abraçar o fio do meu pescoço
A Bela encontrou outra escuridão
Anabel chorou sem oportunidade

Ariel já não canta sob o mar
Suas pérolas aprenderam a calar
Cada coroa termina aos meus pés
Sou o final que ninguém quis ler

Não foi um monstro
Nem um dragão
Foi um boneco
Sem coração

Um por um
Conto por conto!

Um por um
Beijo por beijo!

Um por um
Caem ao vento!

A madeira
Nunca teve remorso!

Branca de Neve dorme sob o roseiral
Aurora descansa sem despertar

Cinderela parou de esperar
Nenhum relógio voltará a tocar

Sou a mentira feita imortal
A marionete da floresta infernal
Quando os contos voltarem a nascer
Só a morte
Os fará crer

Dizem
Que ainda caminha entre as árvores

Buscando
A próxima princesa

Composição: Randolph Pacheco