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A Lâmina Contra o Sonho

Unholy Matrimony

Le Glaive contre Le Rêve

La révolte gronde, sourde mais distinctement,
Ébranlant le monde de son ressentiment.
Fruit de la vengeresse colère
Née de la castration millénaire,
Son poing hurlant lentement se dessine
Au-dessus de la cité dorée et de ses cimes,
Prêt à fondre sur les masses ébahies,
Leurs regards ternes ne sachant reconnaître l'universel messie.

Dissipant leur rêve par le glaive
Leur chasse ne connaîtra pas de trêve.
Chaque nuque doit être brisée
Et chaque corps démembré.
Le fléau de l'humanité
A sa source exige d'être exterminé
Afin de définitivement éradiquer
L'infection qui menace chaque destinée.

Leur chair putride sera le pain de notre festin,
Et leur sang, notre vin.
De leur temps aucune trace ne restera,
Si ce n'est celle de notre glorieuse aura
S'étant défaite avec violence et véhémence
De l'obscène et menaçante démence
Qui avait pollué l'humanité tout entière,
Et l'avait projetée dans la plus sinistre des misères.

Qui croit décroît.
Qui sait est.
Le sous-homme périra
Et l'homme vivra.

A Lâmina Contra o Sonho

A revolta ruge, surda mas claramente,
Abalando o mundo com seu ressentimento.
Fruto da ira vingativa
Nascida da castração milenar,
Seu punho gritando lentamente se forma
Acima da cidade dourada e de seus picos,
Pronto para desabar sobre as massas atônitas,
Seus olhares apagados sem saber reconhecer o messias universal.

Dissipando seu sonho pela lâmina
Sua caça não conhecerá trégua.
Cada nuca deve ser quebrada
E cada corpo desmembrado.
O flagelo da humanidade
Em sua fonte exige ser exterminado
Para definitivamente erradicar
A infecção que ameaça cada destino.

Sua carne podre será o pão do nosso banquete,
E seu sangue, nosso vinho.
De seu tempo nenhuma marca restará,
Se não a de nossa gloriosa aura
Que se desfez com violência e veemência
Da obscena e ameaçadora demência
Que havia poluído toda a humanidade,
E a projetou na mais sinistra das misérias.

Quem crê, decai.
Quem sabe, é.
O sub-homem perecerá
E o homem viverá.