Crudismos
Recibo la mañana con la mirada empañada
Trabada va la quijada, todavía ahogado en cebada
Trato y no recuerdo nada carnal, ¿cómo llegué aquí?
Traigo la mente nublada, flotando entre humo de weed
Wecas de Charles Manson por tanto inhalar, fifí
Homie, todo lo veo gris, vomito en mis tenis
Nomás viendo quién se duerme para quitar sus DC 'S
Misiones en la bici para conseguir más shit
Ou mientras consumo la chora
De cercas tengo a la chota, me checan las putas botas
Chale, me hinchan las pelotas y van detrás de mi tropa
Un cien cierra su trompa
Déjame en paz pinche cerdo que me rebota la chompa
Voy por unos botes que se me seca la boca
Ya déjese de mamadas puerco, no quepo en la troca
No hay bronca en mi ropa, ya todas me las fumé
Puto, ¿apoco no topa de mota el perfume?
Apaguen la luz que no puedo abrir bien los putos ojos
Me duele la cabeza por tomar diario a mi antojo
Amanecí con resaca y una puta pata cojo
Me pasé de locote, hasta tengo un chipote rojo
¿Qué pedo, qué pasó con mi pinche dinero?
La banda dice que andaba bien prendido en el mugrero
Me sentía el mero mero, peleando bien maromero
Hoy me cargo una resaca y putazos de otro culero
Ni modo, con unas fumadas se me pasa
Toda esta pinche cruda se me cura con la raza
Unas elodeas y unas momias con mostaza
Yo no tengo la culpa, el vicio es el que nos abraza
Los ojos me brillan como si fueran bling bling
Se hace la loquera, pero no empiecen sin mí
Vivo como rey y con la cartera sindi
Ey puerco agarrado, ¿apoco quieres mil di?
Otro día que despierto sin recordar nada
Hasta siento que una mula me agarró a patadas
Voy caminando en ayunas con media caguama
Esta pinche puta cruda, la cabeza me explotaba
Solo miro el desorden que hay por todo el chante
Pienso ¿qué pasó ayer? Creo que hasta se perdió alguien
Volteo a ver a la banda, todos andan bien alien
No sé ni dónde estoy, no conozco a nadie
Ou shit, me volvió a agarrar gacho la loquera
La mente está alterada por caguamas banqueteras
Robando el Oxxo a la brava, ¿qué dinero ya no queda?
Por darle en su madre ayer, hacer una peda cerda
Vomito y a seguir, que esto nunca acaba
Camino medio chueco, la chota a mí me para
Después de amanecido me lleva a una pijamada
Maldita sea mi suerte, me carga la chingada
Pedos bruscos rompen copas, tangas y también tu boca
Aquí cada mañana la resaca te sofoca
Vomitando el desayuno, solo quiero beber más
Recordar lo que pasó, preguntar por mis homeboys
Creo que otra vez se cruzaron los cables
Los malas copas en la fiesta rompiendo envases
Bases de camiones vomitadas y rayadas
Aquí cada mañana con un tonayan se calma
Te cambio mi alma por un cartón de caguamas
No quiero saber nada, al rato me maltratan
Quiero celebrar por los días se hicieron tardes
Perdido entre locuras, la noche, instrumentales
Entre tanto puto polvo no se vio dónde salimos
Crudos amanecidos, el culo les partimos
Haciendo rolas desde lo más jodido
Cloaca de calacas, tierra de bandidos
Ando bien seco, creo va pegar la risueña
Arriba de escenarios ahora son las loqueras
Letras bien crudas detrás de borracheras
¿Apoco no quisieras ver a tu barrio salir?
Esta madre más se expande y no le veo ni un fin
Nos vamos a morir, no van a saber de nosotros
Eso pensábamos en la calle rapeando
Todo lo malo termina trágico, si no me acuerdo, seguro ando pasado
Crudezas
Recebo a manhã com a visão embaçada
A mandíbula travada, ainda afogado na cerveja
Tento e não lembro de nada, mano, como cheguei aqui?
Tô com a mente nublada, flutuando entre fumaça de maconha
Referências do Charles Manson por tanto inalar, fifí
Parada, tudo vejo cinza, vomito nos meus tênis
Só de olho em quem dorme pra pegar seus DC 'S
Missões na bike pra conseguir mais coisa
Ou enquanto consumo a brisa
De perto tenho a polícia, checando minhas botas
Caraca, me enche o saco e vão atrás da minha galera
Um cem fecha a boca
Me deixa em paz, seu porco, que minha cabeça tá girando
Vou pegar umas latas que minha boca tá seca
Já chega de palhaçada, porco, não cabem na caminhonete
Não tem problema na minha roupa, já fumei tudo
Seu viado, não sente o cheiro de maconha no perfume?
Apaguem a luz que não consigo abrir bem os olhos
Minha cabeça dói por beber todo dia à vontade
Acordei de ressaca e tô mancando de uma perna
Exagerei, até tô com um galo na cabeça
E aí, o que aconteceu com meu dinheiro?
A galera diz que eu tava bem chapado na bagunça
Me sentia o cara, brigando como um maluco
Hoje tô com uma ressaca e socos de outro cara
Fazer o quê, com umas tragadas passa
Toda essa ressaca se cura com a galera
Umas elodeas e umas momias com mostarda
Eu não tenho culpa, o vício é que nos abraça
Meus olhos brilham como se fossem bling bling
A festa tá rolando, mas não comecem sem mim
Vivo como rei e com a carteira cheia
Ei, porco agarrado, você quer mil di?
Outro dia que acordo sem lembrar de nada
Até sinto que uma mula me deu chutes
Vou andando de estômago vazio com uma caguama
Essa ressaca tá braba, minha cabeça tá explodindo
Só vejo a bagunça que tá por todo o lugar
Penso, o que aconteceu ontem? Acho que até alguém se perdeu
Olho pra galera, todos tão bem alienados
Não sei nem onde tô, não conheço ninguém
Ou merda, a festa me pegou de novo
A mente tá alterada por caguamas de festa
Roubando o Oxxo na marra, que dinheiro não sobra?
Por ter feito uma bagunça ontem, fazendo uma festa suja
Vomito e sigo, que isso nunca acaba
Caminho meio torto, a polícia me para
Depois de amanhecer me leva pra uma pijamada
Maldita seja minha sorte, tô na pior
Bebedeiras quebram copos, calcinhas e também sua boca
Aqui toda manhã a ressaca te sufoca
Vomitando o café da manhã, só quero beber mais
Lembrar do que aconteceu, perguntar pelos meus brothers
Acho que os fios se cruzaram de novo
Os bêbados na festa quebrando garrafas
Bases de caminhões vomitadas e arranhadas
Aqui toda manhã com um tonayan se acalma
Te troco minha alma por um cartom de caguamas
Não quero saber de nada, depois me maltratam
Quero celebrar porque os dias viraram tardes
Perdido entre loucuras, a noite, instrumentais
Entre tanto pó não vi onde saímos
Ressacas amanhecidas, o bumbum deles partimos
Fazendo músicas do mais quebrado
Cloaca de caveiras, terra de bandidos
Tô bem seco, acho que a risada vai pegar
Em cima dos palcos agora são as loucuras
Letras bem cruas atrás de bebedeiras
Você não gostaria de ver seu bairro sair?
Essa parada se expande e não vejo fim
Vamos morrer, não vão saber de nós
Isso pensávamos na rua, rimando
Tudo que é ruim termina trágico, se não lembro, com certeza tô passado