Sonnet 87 ("When as Man's Life")
When as Man's life, the light of human lust
In socket of his early lanthorne burnes,
That all this glory unto ashes must,
And generation to corruption turnes;
Then fond desires that onely feare their end,
Doe vainely wish for life, but to amend.
But when this life is from the body fled,
To see it selfe in that eternall Glasse,
Where time doth end, and thoughts accuse the dead,
Where all to come, is one with all that was;
Then living men aske how he left his breath,
That while he lived he never thought of death
Soneto 87 (Quando a Vida do Homem)
Quando a vida do homem, a luz do desejo humano
Na tomada de sua lanterna queima,
Que toda essa glória deve se tornar cinzas,
E a geração se transforma em corrupção;
Então, desejos tolos que só temem seu fim,
Desejam em vão a vida, mas só para corrigir.
Mas quando essa vida se foi do corpo,
Para se ver naquele Espelho eterno,
Onde o tempo acaba, e os pensamentos acusam os mortos,
Onde tudo que virá é um com tudo que foi;
Então os homens vivos perguntam como ele deixou seu último suspiro,
Que enquanto viveu, nunca pensou na morte.
Composição: Fulke Greville / Lord Brooke