Sonnet Macabre
I love you for the grief that lurks within
Your languid spirit, and because you wear
Corruption with a vague and childish air,
And with your beauty know the depths of sin;
Because shame cuts you and holds you like a gin,
And virtue dies in you slain by despair,
Since evil has you tangled in its snare
And triumphs on the soul good cannot win.
I love you since you know remorse and tears,
And in your troubled loveliness appears
The spot of ancient crimes that writhe and hiss
I love you for your hands that calm and bless,
The perfume of your sad and slow caress,
The avid poison of your subtle kiss.
Soneto Macabro
Eu te amo pela dor que se esconde dentro
Do teu espírito lânguido, e porque você traz
A corrupção com um ar vago e infantil,
E com sua beleza conhece as profundezas do pecado;
Porque a vergonha te corta e te segura como uma armadilha,
E a virtude morre em você, morta pela desesperança,
Já que o mal te tem preso em sua rede
E triunfa na alma que o bem não pode alcançar.
Eu te amo desde que você conhece o remorso e as lágrimas,
E na sua beleza atormentada aparece
A mancha de crimes antigos que se contorcem e sibilam.
Eu te amo pelas suas mãos que acalmam e abençoam,
O perfume da sua carícia triste e lenta,
O veneno ávido do seu beijo sutil.
Composição: Michael Laird / Paul Ash