395px

O TRUQUE (part. Granuja e Mañas Ru-Fino)

Urbánse

EL TRUCO (part. Granuja y Mañas Ru-Fino)

Voy a fumarme 35 baretos de algún puré
Luego escribiré unas rimas de esas que ya no se ven
Esta es la mezcla del talento con la fe
Más puro que la coca, que la mata y el café

A mí me llaman ansiedad mientras las manos me sudan
Rapeo la verdad y eso a veces incomoda
Yo no sigo la moda, loco, yo creé una moda
Solo es que abra la boca pa' que tú mundo se joda

Un maldito ilusionista
Te quito la plata mientras disfruto la pista
No voy por la vida en la parodia del artista
A mí me llegan las Lucas y las parto en la familia

No más envidia, media libra de esas flores
No venga con su vibra, yo no cobro los favores
Los años que llevo sirven más que los cartones
Si la vida es maestra ya me gradué con honores

Nadie creyó en nosotros y siempre dije la verdad
Quizás si miento ganaría un poquito más
Que si es por eso seguro no estaría acá
Papi, mi palabra tiene peso, no hablo de cash

Calculá, ¿cuántos años van? ¿Cuántos discos ya?
Ya ni los cuento solo pienso en grabar
Que lo demás cae solito no por la gravedad
Casualidad no hay, toca salir para ganar, otra más

Local o visitante
Da igual lugar o parte a dónde llegue saben que no me voy con empates, jaque
Siendo peones, ¿cómo hicieron, parce?
Aunque te cuente el truco, no les sale

Esto es el arte del error a los golpes se aprendió
Por eso no aconsejo
Mejor, solo te dejo voz en off de lejos viendo el reloj o el telón
Yo no rapeo canto la posta ¿Qué no?

Miré por la ventana, pasaron años llegan las canas
Se fue la juventud y junto a ella los panas
A veces lo hice bien y a veces fue de mala gana
Pero nunca se apagó al final la llama

No digo lo que pienso, porque fuimos víctimas de un dolor intenso
He estado acompañado pero me sentí indefenso
Una ruta que es de ida y sin regreso
Fieles practicantes del exceso

Que no digan como hacerlo porque siempre fuimos lo que somos
Es mejor callarse porque todo se resuelve a plomo
El verdadero interrogante es el ¿cómo?
Hoy siento el vértigo del precipicio al que me asomo

Siento los olores, quitando los dolores
No confío en la gente, no distingo de colores
Las mejores rimas enfermaron mis pulmones
Si, ya sé tus malas intenciones

O TRUQUE (part. Granuja e Mañas Ru-Fino)

Vou fumar 35 baseados de algum purê
Depois vou escrever umas rimas que já não se vê
Essa é a mistura do talento com a fé
Mais puro que a coca, que a erva e o café

A mim me chamam de ansiedade enquanto as mãos suam
Rapeio a verdade e isso às vezes incomoda
Eu não sigo a moda, doido, eu criei uma moda
É só abrir a boca pra você ver seu mundo se foder

Um maldito ilusionista
Te tiro a grana enquanto curto a pista
Não vou pela vida na paródia do artista
A grana chega e eu divido com a família

Chega de inveja, meia libra dessas flores
Não venha com sua vibe, eu não cobro favores
Os anos que levo valem mais que os cartões
Se a vida é mestra, já me formei com honras

Ninguém acreditou na gente e sempre falei a verdade
Talvez se eu mentisse ganhasse um pouco mais
Se for por isso, com certeza não estaria aqui
Papai, minha palavra tem peso, não falo de grana

Calcula, quantos anos já? Quantos discos já?
Nem conto mais, só penso em gravar
O resto vem sozinho, não pela gravidade
Casualidade não existe, é preciso sair pra ganhar, mais uma

Local ou visitante
Tanto faz o lugar, onde chego sabem que não saio com empates, cheque
Sendo peões, como fizeram, parceiro?
Mesmo que eu conte o truque, não sai

Isso é a arte do erro, aprendi na porrada
Por isso não aconselho
Melhor, só te deixo voz em off de longe vendo o relógio ou a cortina
Eu não rapeio, canto a verdade, não é?

Olhei pela janela, passaram anos, chegam os fios brancos
Se foi a juventude e junto dela os amigos
Às vezes fiz certo e às vezes foi na má vontade
Mas nunca se apagou no final a chama

Não digo o que penso, porque fomos vítimas de uma dor intensa
Estive acompanhado, mas me senti indefeso
Uma rota que é de ida e sem volta
Fieis praticantes do excesso

Que não digam como fazer, porque sempre fomos o que somos
É melhor ficar calado, porque tudo se resolve na bala
A verdadeira pergunta é o como?
Hoje sinto o vertigem do precipício ao qual me aproximo

Sinto os cheiros, tirando as dores
Não confio nas pessoas, não distingo cores
As melhores rimas adoeceram meus pulmões
Sim, já sei suas más intenções

Composição: Julián Cañas Molina, Mateo Montaño, Jose Guevara