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O Homem e o Macaco

Urfer

L'homme et le singe

Messieurs, nous descendons du singe !
Les savants, fouinant çà et là,
Travaillant ferme des méninges,
Plus heureux que Rudyard Kipling,
En ont acquis la preuve, hélas !
Voilà où mènent les études...
Fier d'être un homme, le savant
S'en va plein de béatitude
Interroger les latitudes
Mais en revient orang-outang !

{Refrain:}
Prince ou tripier
Fille ou marquise
Qu'on se le dise :
On descend tous du cocotier !

Aujourd'hui, vêtus de smokinges,
D'habits noirs, de robes du soir,
Hier encor, nous étions des singes
Sans souliers, sans bretelles, sans linge,
A poil, vraiment pas beaux à voir !
Quel chemin parcouru, ma chère !
Et vous, Madame au pied mignon,
Quand je pense que nos grand-mères
Quadrumanes sexagénaires
Grimpaient aux chênes de Cro-Magnon !

{au Refrain}

Adieu, cher aïeul misanthrope,
Général dans l'habillement,
Le portrait du pithécanthrope
Te remplacera, doux myope,
Au mur de mon appartement !
Méditant sur ce poil obscène,
Cette queue prenante, cet œil pervers,
En voyant les foules humaines
Grouiller dans le bois de Vincennes,
J'aurai la clef de l'Univers !

{au Refrain}

Comme le singe sur sa branche,
Le juge assis au tribunal
Le roi dans son hermine blanche
Le cabotin brûlant les planches
Le colonel très à cheval,
Chacun se gonfle d'importance,
Œil d'acier, raideur du jarret :
Je suis un homme, donc je pense !
Un jupon passe, un air de danse...
Et toc ! le singe reparaît !

{au Refrain}

Adieu, Adam, Eve et la pomme,
Maintenant qu'avec émotion
On a découvert le singe-homme,
Ce chaînon qui manquait en somme,
Dans la chaîne de l'évolution !
Ce minus aux faibles méninges
Il est chez nous, monstre sacré,
Sa tribu peuple les dancinges,
Homme raté et foutu singe,
C'est l' fameux singe Ermain des Prés !

{au Refrain}

O Homem e o Macaco

Senhores, nós descemos do macaco !
Os cientistas, fuçando por aí,
Trabalhando firme nas ideias,
Mais felizes que Rudyard Kipling,
Acabaram adquirindo a prova, infelizmente !
É pra isso que servem os estudos...
Orgulhoso de ser homem, o cientista
Vai cheio de felicidade
Interrogar as latitudes
Mas volta como um orangotango !

{Refrão:}
Príncipe ou feirante
Menina ou marquesa
Que se diga:
Todos nós descemos do coqueiro !

Hoje, vestidos de smokings,
De roupas pretas, de vestidos de gala,
Ontem ainda, éramos macacos
Sem sapatos, sem suspensórios, sem roupas,
Pelados, realmente feios de se ver !
Que caminho percorremos, minha cara !
E você, Senhora de pé delicado,
Quando penso que nossas avós
Quadrúpedes sexagenárias
Subiam nos carvalhos de Cro-Magnon !

{Refrão}

Adeus, querido ancestral misantropo,
General na vestimenta,
O retrato do pitecantropo
Te substituirá, doce míope,
Na parede do meu apartamento !
Meditando sobre esse pelo obsceno,
Esse rabo pegajoso, esse olho perverso,
Ao ver as multidões humanas
Se aglomerando no bosque de Vincennes,
Eu terei a chave do Universo !

{Refrão}

Como o macaco em seu galho,
O juiz sentado no tribunal
O rei em sua pele de arminho
O ator queimando os palcos
O coronel muito a cavalo,
Cada um se enche de importância,
Olho de aço, rigidez da perna:
Eu sou um homem, portanto eu penso !
Uma anágua passa, um ar de dança...
E pá ! o macaco reaparece !

{Refrão}

Adeus, Adão, Eva e a maçã,
Agora que com emoção
Descobrimos o homem-macaco,
Esse elo que faltava, afinal,
Na cadeia da evolução !
Esse minúsculo com cérebros fracos
Ele está entre nós, monstro sagrado,
Sua tribo povoam os bailes,
Homem fracassado e macaco fodido,
É o famoso macaco Ermain dos Prés !

{Refrão}

Composição: