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Sapatos que Nunca Usamos

Us The Band

Shoes That We Never Walked In

Standing there, so unused,
Screamed to me, "I'm your shoes,
The ones that once upon a time,
Belonged to him, so very fine."

But no, no I don't want to get rid of it,
Those memories, so little-kid of it,
To cloud my mind, wanting to play,
To change tomorrow's promise into today.

Shoes that we never walked in,
Shoes that he once stalked me in,
Each shoe a journey, a way to a world,
With us adventurers thrown into, hurled.

The powers he commanded,
The dreams that I sought,
The wonderful joy
That played like a child's toy
With ever kiss that time had bought.

And I'm just doing nothing,
Just sitting here,
His words and smile still cutting,
Through my heart that held him dear.

Shoes that we never walked in,
Shoes that he once stalked me in,
Each shoe a journey, a way to a world,
With us adventurers thrown into, hurled.

He told me
That we could face anything
Flying free
Through the star-dusted night of being.

But the wings have failed,
That ship has sailed,
That window's closed,
As everyone knows.

Shoes that we never walked in,
Shoes that he once stalked me in,
Each shoe a journey, a way to a world,
With us adventurers thrown into, hurled.

One flight down,
That music's stopped,
As I put on that new gown,
My dreams just drop.

My brain tells me it's over,
But I've found a four-leaf clover,
In the meadow overlooked,
As the rest of the earth shook.

So I'll try on some new shoes,
Maybe to give my heart some clues,
But none will match the ones,
That gather dust in the corner, over and done.

Shoes that we never walked in…

Sapatos que Nunca Usamos

Parado ali, tão sem uso,
Gritou pra mim: "Sou seu sapato,
Aquele que um dia,
Pertenceu a ele, tão bonito."

Mas não, não quero me desfazer,
Dessas memórias, tão de criança,
Nublando minha mente, querendo brincar,
Transformar a promessa de amanhã em hoje.

Sapatos que nunca usamos,
Sapatos que ele me perseguiu,
Cada sapato uma jornada, um jeito de um mundo,
Com nós, aventureiros, jogados, arremessados.

Os poderes que ele comandava,
Os sonhos que eu buscava,
A maravilhosa alegria
Que brincava como um brinquedo de criança
Com cada beijo que o tempo comprou.

E eu só estou aqui parada,
Apenas sentada,
As palavras e o sorriso dele ainda cortando,
Meu coração que o guardava com carinho.

Sapatos que nunca usamos,
Sapatos que ele me perseguiu,
Cada sapato uma jornada, um jeito de um mundo,
Com nós, aventureiros, jogados, arremessados.

Ele me disse
Que poderíamos enfrentar qualquer coisa
Voando livre
Pela noite estrelada do ser.

Mas as asas falharam,
Aquele barco já partiu,
Aquela janela se fechou,
Como todo mundo sabe.

Sapatos que nunca usamos,
Sapatos que ele me perseguiu,
Cada sapato uma jornada, um jeito de um mundo,
Com nós, aventureiros, jogados, arremessados.

Um andar abaixo,
Aquela música parou,
Enquanto eu colocava aquele vestido novo,
Meus sonhos simplesmente caem.

Meu cérebro me diz que acabou,
Mas encontrei um trevo de quatro folhas,
No prado esquecido,
Enquanto o resto da terra tremia.

Então vou experimentar alguns sapatos novos,
Talvez para dar algumas pistas ao meu coração,
Mas nenhum vai se igualar aos que,
Juntam poeira no canto, já acabados.

Sapatos que nunca usamos…