Relix
透き通る氷氷を纏っている
sukitooru hyouhi o matotteiru
美麗に追われた秘め事に
bekibou ni oowareta himegoto ni
手を伸ばせば届きそうなのに
te o nobaseba todokisou na no ni
明らかにはできないのです
akiraka ni wa dekinai no desu
名前を無くしたアンドロイドは
namae o nakushita andoroido wa
束縛に飲まれて行方知れず
tabakari ni nomarete yukue shirezu
残された音は過去を伝い
nokosareta oto wa kagyuu o tsutai
戦慄を生み出すのです
senmou o umidasu no desu
異界は耐えることなく
isakai wa taeru koto naku
デタラメばかり幕張通る
detarame bakari makaritooru
墓の下の彼の人は
haka no shita no kano hito wa
何を思うのでしょうか
nani o omou no deshou ka
意味を建て、足跡を追ったとて
imi o tate, ashiato o otta tote
望みには辿り着けない
nozomi ni wa tadoritsukenai
出会えなかった偶像に
deaenakatta guuzou ni
過る、にわか狂信エゴイスト
sugaru, niwaka kyoushin egoisuto
悪因なき暴徳を携えて
akuinaki boutoku o tazusaete
無視に彫り返すレリック
bushitsuke ni horikaesu rerikku
ジェイキの電波は止められない
jieki no denpa wa tomerarenai
それが全てでした
sore ga subete deshita
透き通る氷氷を被ったまま
sukitooru hyouhi o kabutta mama
美麗を隠れ蓑としたまま
bekibou o kakuremino toshita mama
手の届かぬ底にいたのならば
te no todokanu soko ni ita no naraba
誰だかも分からなかったのに
dare da kamo wakaranakatta no ni
零時を共にしたミメシスは
reiji o tomo ni shita mimeshisu wa
かばかりの光る目に見つめられ
kabakari no hikaru me ni mitsumerare
残された糸のごびゅうを伝い
nokosareta ito no gobyuu o tsutai
戦亡を失うのです
senbou o ushinau no desu
誘いは耐えることなく
izanai wa taeru koto naku
似て日なる何かへ紐付ける
nitehinaru nanika e himozukeru
墓を荒す僕たちは
haka o arasu bokutachi wa
死へと至るのでしょうか
shi e to itaru no deshou ka
泣き殻の影に理を追ったとて
nakigara no kage ni ri o otta tote
意味いとい抱きしけれない
imi itoi daki shikirenai
出会った彼の解音につかる
deatta kare no kaion ni tsukaru
虚像神水ニヒリスト
kyozou shinsui nihirisuto
恨まいなき数拝を携えて
uyamainaki suuhai o tazusaete
いたずらに口ずさむリリック
itazura ni kuchizusamu ririkku
狂える解砕、されず終まい
kurueru kaiwai, sarezu oshimai
それが全てでした
sore ga subete deshita
行為は変わることなく
okonai wa kawaru koto naku
弄ばれたり毀されたり
moteasobaretari kenashitari
手も足も出ねづこの様は
te mo ashi mo denu kono sama wa
誰のせいなのでしょうか
dare no sei na no deshou ka
塔に薩たあの人を追ったとて
tou ni satta ano hito o otta tote
苦しみは決して言えない
kurushimi wa keshite ienai
憎み合ったって同じこと
nikumiattatte onaji koto
痛む、傷を舐め合うペシミスト
itamu, kizu o name au peshimisuto
見たいものだけを見ていればいい
mitai mono dake o miteireba ii
慰みにただ触れるレリック
nagusami ni tada fureru rerikku
湿って砕けた音の先
shimette kudaketa oto no saki
誰のせいじゃなくて
dare no sei ja nakute
移ろいは絶えず
utsuroi wa taezu
落車の人が紡ぎ出す
rakusha no hito ga tsumugidasu
それが全てだったんだ
sore ga subete datta nda
Relíquia
Vestindo um rosto transparente
Para os segredos esmagados pela expectativa
Se eu estender a mão, parece que posso alcançar
Mas claramente não consigo
O androide que perdeu seu nome
Apenas sendo engolido, sem saber para onde ir
O som deixado para trás ecoa
Emerge um instinto de sobrevivência
O mundo subterrâneo não pode ser suportado
Apenas tolices e enganos
A pessoa sob a lápide
O que ela estará pensando?
Erguendo significados, seguindo pegadas
Não consigo alcançar meus desejos
Para a estátua que não pude encontrar
Admiro, um egoísta repentino
Carregando o mal e a virtude sem sentido
Rimas que se repetem em insultos
As ondas de rádio da ansiedade não podem ser interrompidas
Isso foi tudo
Enquanto eu usava um rosto transparente
Enquanto me escondia atrás de uma expectativa
Se eu estivesse lá onde minha mão não alcançava
Embora ninguém soubesse quem era
O mimetismo que se tornou companheiro da noite
Encarado pelos olhos brilhantes apenas para enganar
O fio deixado para trás ecoa
Perdendo a linha de frente
A tentação não pode ser suportada
Rastejando em direção a algo que se assemelha a um ninho
Nós que limpamos a lápide
Será que estamos nos aproximando da morte?
Enquanto eu seguia a sombra dos restos mortais
Não posso me separar do abraço do significado e do amor
Afetado pela voz de seu eco
Um idealista que mergulha no abismo da ilusão
Carregando um sacrifício sem remorso
Cantando uma música de brincadeira
Uma loucura sem fim, um final sem desculpas
Isso foi tudo
Os atos não mudam
Sendo provocado e humilhado
Esse ser sem mãos nem pés
De quem é a culpa?
Enquanto eu carregava aquele que foi crucificado
A dor nunca pode ser apagada
Mesmo que nos odiemos, é a mesma coisa
Dói, os pessimistas que compartilham feridas
É bom apenas olhar para coisas bonitas
Apenas tocando a melodia do conforto
O som que foi silenciado
Não é culpa de ninguém
A mudança é constante
O homem de lascívia começa a tecer
Isso foi tudo