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Carregando penas negras

Vahrzaw

Bore black feathers

Bore black feathers
Sinking sun, wilted, weary.
Pierced nightfall, pale, hollow.
The rain across your face.

A sombre stream pesters my cheek.
Deprived of light, forgotten glee.

Scalpels of light bring to light my hand, coated in dirt.
Beneath this layer is written: "Don't forget the soap."

Wading through the banality.
Cast down my reason, forgotten glee.
When the words that make promises
Are made meaningless from overuse.

Sitting alone, silent and still.
Bereft of colour, dreary, frail.

The nightingale's song has ceased.
So flourish insincerity.
Plunge us into ignorance.
And this is humanity. How lucky!

Scalpels of light bring to light my hand, coated in dirt.
Beneath this layer is written: "Don't forget."
Scalpels carve into my once wet skin.
"The birds chirp. Not once, not twice...NEVER!"

Carregando penas negras

Carregando penas negras
Sol afundando, murcha, cansada.
Noite perfurada, pálida, oca.
A chuva escorrendo pelo seu rosto.

Um fluxo sombrio atormenta minha bochecha.
Privado de luz, alegria esquecida.

Escalpelos de luz revelam minha mão, coberta de sujeira.
Debaixo dessa camada está escrito: "Não esqueça do sabão."

Caminhando pela banalidade.
Desprezando minha razão, alegria esquecida.
Quando as palavras que fazem promessas
Se tornam sem sentido pelo uso excessivo.

Sentado sozinho, silencioso e imóvel.
Desprovido de cor, sombrio, frágil.

O canto do rouxinol cessou.
Então floresce a insinceridade.
Nos mergulhe na ignorância.
E essa é a humanidade. Que sorte!

Escalpelos de luz revelam minha mão, coberta de sujeira.
Debaixo dessa camada está escrito: "Não esqueça."
Escalpelos cortam minha pele que antes estava molhada.
"Os pássaros cantam. Não uma vez, não duas... NUNCA!"