Exibições da letra 2

Cicatrizes Do Tempo

Valdiner Pereira

Olhos abertos voltados pro espelho
Cuidando do ouro que o vento vai levar
Sacrificando o afeto mais puro e vermelho
Preso na ilusão de quem não sabe amar
Falando de amor com a boca tão cheia
Mas com o peito vazio, sem norte, sem cais
Aponta o dedo pro outro e odeia
E solta a mão que não volta nunca mais

O tempo corre e não pede licença
Não negocia, não aceita o perdão
A realidade choca e faz a sentença
De quem trocou a verdade pela ilusão
Agora chora o calor que partiu
A dor profunda que o peito herdou
O mundo avisa, mas ninguém ouviu
A raça humana esqueceu o que tem valor

Tentou voltar no relógio da vida
Bater na porta que o vento fechou
Mas o passado é terra perdida
E o grande erro na alma marcou
Só enxergou quando a luz se apagou
Só deu valor quando o caixão desceu
O orgulho cego o mundo moldou
E o que era eterno na lama se perdeu
O tempo corre e não pede licença
Não negocia, não aceita o perdão
A realidade choca e faz a sentença
De quem trocou a verdade pela ilusão
Agora chora o calor que partiu
A dor profunda que o peito herdou
O mundo avisa, mas ninguém ouviu
A raça humana esqueceu o que tem valor

Dizem saber o que é amar
Mas só conhecem o eco da própria voz
Deixaram o essencial sangrar
E sobrou apenas o inverno em nós
O tempo foi e não volta mais
O tempo foi e o erro ficou
Ninguém mais sabe o que tem valor
(O silêncio responde o que se perdeu não volta mais)

Composição: Valdiner Pereira de Oliveira. Essa informação está errada? Nos avise.

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