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A pavio de candeeiro

Valdomiro Maicá

Letra

    De pilcha nova hoje eu to abagualado
    E embodocado pra varar o rio Uruguai
    Mandaram um chasque tem bailanta do outro lado
    Quero chegar já largando um sapucay.

    Gosto de toque de gaitinha de oito baixos
    Mostrar o braço da velha estirpe campeira
    Desde pequeno pra me aquieta nos seus braços
    A minha mãe já me assobiava uma vanera.

    Na polvadeira da tradição do rio grande
    Se esquenta o sangue a pavio de candeeiro
    E a indiada buena disposta a aumentar a sala
    Leva no pala o atavismo missioneiro.

    Pra quem carrega a madrugada na garupa
    Com uma gaúcha doce mel de camuatim
    Sabe que a alma se acolhera na percanta
    E o ferro canta se alguém tocar no jasmim.

    Eta surungo chucro pintor de auroras
    Onde as horas vão no galope do vento
    Nem bem termina vai batendo uma saudade
    Com a vontade beliscando um sentimento.

    Composição: João A. Pretto / Valdomiro Maicá. Essa informação está errada? Nos avise.

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