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Cantor Das Águas

Valdomiro Maicá

Letra

    Ele vinha das barrancas do rio d'ouro
    Cantando o canto da primeira serenata
    Era o troveiro de boinas e alpargatas
    Da velha estirpe com brasões de pêlo e couro

    Cantor das águas que nasceu de contrabando
    No aguapezal de um bebedor de Tucunduva
    Um sapucay de mato grande repicando
    O próprio grito das Missões chamando chuva

    Com aquela gana missioneira na garganta
    E a própria ânsia de copiar a natureza
    Levava nos encontros a certeza
    Que há um santo guia no destino de quem canta

    Curta passagem pra canção tão longa
    Viveu tão pouco, mas cumpriu a sina
    Se foi ao tranco sacudindo a crina
    Com lua e sol, com chamamé e milonga

    O rio da infância se tapou de mágoas
    Chorando o filho que saiu de lá
    Calou-se o canto do cantor das águas
    Não canta mais o Cenair Maicá

    Com aquela gana missioneira na garganta
    E a própria ânsia de copiar a natureza
    Levava nos encontros a certeza
    Que há um santo guia no destino de quem canta

    Calou-se o canto do cantor das águas
    Não canta mais o Cenair Maicá
    Calou-se o canto do cantor das águas

    Composição: Jayme Caetano Braun / Valdomiro Maicá. Essa informação está errada? Nos avise.

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