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Era Cabra o Velho

Valentín Elizalde

Era Cabrón El Viejo

Venia bajando del cerro
En su cuaco cimarron
Huyendo de aquel teniente
Al frente del peloton
Lo que no sabian los guachos
Es que el viejo era cabron

Paulino sembraba mota
En el barranco del cerro
Pero no se imaginaba
Que alguin le pusiera el dedo
Por eso los federales
Lo traian al puro pelo

Les preparo la enboscada
A la orilla del camino
Se puso dos pericazos
Tambien un trago de vino
Van a saber estos vatos
Quien es el viejo paulino

Se oye el trote de caballos
Por el cañon del olivo
Paulino se la jugaba
Y siempre salia vivo
Nomas jalo el llamadon
De su fiel cuerno de chivo

Nomas me falta el soplon
Para acabar de vengarme
Segun mi punto de vista
Se me hace que es mi compadre
Voy a buscarlo a su rancho
Para partirle su madre

Habra muchas despedidas
Pero como esta ninguna
Una dos tres cuatro cinco
Cinco cuatro tres dos una
Siempre fue cabron paulino
Desde que estuvo en la cuna.

Era Cabra o Velho

Vinha descendo do morro
No seu cavalo selvagem
Fugindo daquele tenente
À frente do pelotão
O que os caras não sabiam
É que o velho era cabra

Paulino plantava maconha
Na encosta do morro
Mas não imaginava
Que alguém o entregaria
Por isso os federais
Estavam no seu pé

Ele preparou a emboscada
À beira do caminho
Colocou dois periquitos
E também um trago de vinho
Vão saber esses caras
Quem é o velho Paulino

Se ouve o trote dos cavalos
Pelo cânion do oliveiral
Paulino se arriscava
E sempre saía vivo
Só puxou o chamado
Do seu fiel chifre de bode

Só falta o dedo duro
Pra eu acabar de me vingar
Segundo meu ponto de vista
Acho que é meu compadre
Vou procurar ele no rancho
Pra quebrar a cara dele

Haverá muitas despedidas
Mas como essa, nenhuma
Uma, duas, três, quatro, cinco
Cinco, quatro, três, duas, uma
Sempre foi cabra Paulino
Desde que nasceu.

Composição: