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A Âmbar do Rum

Valery Larbaud

L'ambra Del Rum

Restiamo fermi lì.
Stretti nel freddo, stretti nel freddo noi mai,
Mai così
Così distanti, così distanti noi mai.

Come vesti appese, il filo le frasi lasciano al soffio del fumo,
Quel fumo che dissolve in aria l'unico segno di noi.

Mentre nell'ambra del rum
Scivolo e guardo, e tutto intorno è già
Come se non ci fossi piu'
Risate isteriche,
Gli echi del niente
Scuotono i corpi che poi
Tornano immobili
Mentre la mente brama a dei nuovi perché.
E ogni pensiero ormai ti scansa e passa
Ti scansa e passa…
Come se non ci fossi piu'

A Âmbar do Rum

Ficamos parados ali.
Apertados no frio, apertados no frio, nunca,
Nunca assim
Tão distantes, tão distantes, nunca.

Como roupas penduradas, o fio deixa as frases ao sopro da fumaça,
Essa fumaça que dissolve no ar o único sinal de nós.

Enquanto na âmbar do rum
Eu deslizo e olho, e tudo ao redor já é
Como se eu não estivesse mais aqui
Risos histéricos,
Os ecos do nada
Agitam os corpos que então
Voltam a ficar imóveis
Enquanto a mente anseia por novos porquês.
E cada pensamento agora te evita e passa
Te evita e passa...
Como se eu não estivesse mais aqui.

Composição: