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Soneto do Pagodeiro

Valmir Alves Silva

Morena cuíca, pretinha pandeiro
Eu surdo no samba, alívio certeiro
Loirinha gelada e a me esquentar
Ruivinha pintada, branquinha a pintar

Daí rola o clima, começa em janeiro
Quando percebemos, foi-se o ano inteiro
Som contagiante, de noite ou de dia
Madrugada adentro, de pura harmonia

E nesse contexto, que tudo vai bem
Sem louça na pia, sem cuidar de neném
Findado o pagode, cair na real

Gastei toda a grana, volto para casa
Perdi a moral, gastei toda a grana
A negra é brava, dormi no quintal

Morena cuíca, pretinha pandeiro
Eu surdo no samba, alívio certeiro
Loirinha gelada e a me esquentar
Ruivinha pintada, branquinha a pintar

Daí rola o clima, começa em janeiro
Quando percebemos, foi-se o ano inteiro
Som contagiante, de noite ou de dia
Madrugada adentro, de pura harmonia

E nesse contexto, que tudo vai bem
Sem louça na pia, sem cuidar de neném
Findado o pagode, cair na real

Gastei toda a grana, volto para casa
Perdi a moral, gastei toda a grana
A negra é brava, dormi no quintal

Gastei toda a grana, volto para casa
Perdi a moral, gastei toda a grana
A negra é brava, dormi no quintal

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