Ba
Me drog oss på ryggen og gjord'kje det grann,
han Bønna og meg og han Hansemann.
Graset va maigrønt og himmelen blå
med bitte små skyer så knapt konne gå.
Det va sju, det va ni.
Nei, eg tror det va tri
før solå drakk to så va grå.
Ei einaste skya fekk lov te å bli.
Me låg der og svimte og såg 'na, me tri.
Han Hansemann sa hu ligna på Ba,
og Bønna og meg sukka amen og ja.
Hu va lengting og sår.
Me va tolv-tretten år,
og me fabla om Ba samma ka.
Hu har krøller, sa Bønna. Nai, leggar! Sa eg.
Når hu går e det nesten så dansesteg.
Dei flottaste auer, du tenka deg kan.
Og daier! Me pusta i kor alle mann.
Men best så det va
tok skyå og la
surt reggen på land og på strand.
Så gjekk det mongfoldige vintrar og dar.
Hu Ba forsvant med ein stut av ein kar.
Hansemann daua, og Bønnan blei gift.
Bara eg holle ut og går endå på vift.
Men eg glømm' ikkje Ba
og den maidagen gla
då me låg og såg syner på skift.
Ba
Me drogados nas costas e não fizemos nada,
Bønna, eu e o Hansemann.
A grama era verde e o céu azul
com nuvens tão pequenas que mal podiam passar.
Era sete, era nove.
Não, eu acho que era três
antes do sol beber dois e ficar cinza.
Uma única nuvem teve permissão de ficar.
Nós estávamos lá, sonhando e olhando pra ela, nós três.
O Hansemann disse que ela parecia com a Ba,
e Bønna e eu suspiramos amém e sim.
Ela era desejo e dor.
Tínhamos doze, treze anos,
e sonhávamos com a Ba, não importava o que.
Ela tem cachos, disse Bønna. Não, pernas! Eu disse.
Quando ela anda, é quase como um passo de dança.
Os olhos mais lindos que você pode imaginar.
E então! Nós respiramos em coro, todos nós.
Mas o melhor de tudo
foi quando a nuvem se foi
trazendo a chuva amarga para a terra e a praia.
Então passaram muitos invernos e anos.
A Ba desapareceu com um cara meio tonto.
O Hansemann morreu, e o Bønna se casou.
Só eu continuei firme e ainda ando por aí.
Mas eu não esqueço da Ba
e daquele dia de maio feliz
quando estávamos deitados e vendo visões mudarem.