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Letra

    Não há quem te seja indiferente
    Mesmo ao te ver pela vez primeira
    Porque carregas altivez de gente
    Mesmo que sejas, apenas figueira

    Mãos estendidas por sobre a pampa
    Altar campeiro dos corredores
    A parada certa pra quem acampa
    Trincheira erguida pros peleadores

    Em noites frias, as rondas de tropa
    No aconchego da tua ramada
    O canto das aves por sobre a copa
    Desperta o tropeiro de madrugada

    Sagrado símbolo da nossa terra
    Por mãos anônimas foste plantada
    Espera os filhos que foram pra guerra
    De olhos cansados mirando a estrada

    Recitado
    Quisera eu descobrir teus segredos
    E o nome dos guerreiros que tu viste morrer
    Entender suas razões, suas verdades e medos
    Que a escritura dos livros não vai nos dizer

    Testemunha viva da nossa história
    Por ti cruzaram tropas de estouro
    Teu silêncio ainda guarda memórias
    E aos teus pés repousam tesouros

    Na primavera, quando floresces
    O tempo remoça em tua juventude
    De tarde o Sol no horizonte desce
    E tu vens deitar no catre do açude

    Quem dera, eu, pudesse sempre voltar
    E em tua sombra repousar o cansaço
    Pois sei que fica sempre a esperar
    E a todos acolhe em teus braços

    Sempre que volto me sinto mais triste
    Teu tronco velho deixou de ser forte
    Da tua família só tu ainda existe
    Centenária vivência num leito de morte

    Composição: Vanderlei Pinto de Oliveira / Andriego Garcia Von Laer. Essa informação está errada? Nos avise.

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