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Botando a Tropa Na Estrada

Vanderlei Pinto de Oliveira

Letra

    A Lua calma faz silhueta no horizonte
    E uma coruja de repente sai do ninho
    Estrada à fora vai remoendo os anseios
    Por ser tropeiro não canso de andar sozinho

    Léguas de campo que já ficaram pra trás
    Ao trote manso do parceiro dos arreios
    Que vez por outra troca a orelha sempre alerta
    E empurra a tropa escarciando e tinindo o freio

    Seguem no rastro, seus parceiros da confiança
    Dois ovelheiros que vão fazendo o fiador
    E o gado arisco aos poucos pega o embalo
    Deixando ao longe a poeira no corredor

    A luz de um rancho encravado na coxilha
    É um convite pra um andante repousar
    E o patrão lhe grita: Passe pra diante
    Boleia a perna no galpão pra desencilhar!

    Um mate bueno, prosa farta e cantoria
    Causos de tropa, de rodeio e marcação
    Uma costela assando à moda tropeira
    Em contraponto com o velho fogo de chão

    Um galo canta e no más outro responde
    Relincha o pingo, já é hora do reponte
    Recolhe as garras, enche a mala de garupa
    Enquanto o Sol faz um clarão no horizonte

    (Sina andarilha de quem vive neste pampa
    Sem nome nobre, sem diploma nem dinheiro
    A tua história está escrita nos corredores
    Porque pra ti, o que basta é ser tropeiro

    Composição: Letra: Vanderlei Pinto de Oliveira / Melodia e Voz: Andriego Garcia Von Laer. Essa informação está errada? Nos avise.

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