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A Chegada das Estradas

Anne Vanderlove

L'arrivée des routes

Aujourd'hui que nos montagnes
Sont la proie des hommes d'argent,
Pourquoi faut-il que tu partes,
Que tu partes en m'abandonnant ?
Hier dans le vert profond des prairies,
Nous menions nos calmes troupeaux
Mais routes et tavernes ont tout envahi
Et toi, pour elles, tu t'enfuis
Autrefois, toi et la nature inviolée
Maintenant, routes et poussière
Qui pourrait empêcher mon coeur de pleurer
Ton départ et ces routes que je maudis ?

Tiens, vois comme ils ont assassiné
Notre vieux chêne et le peuplier,
Souillé les versants des collines
Et noirci le ciel de fumées !
Tu chassais ces voleurs avides
Qui voulaient piller nos trésors
Et tu nous trahis pour leur compte,
Aimant ce qu'autrefois tu haïssais,
De bonheur chaque jour je vivais
Moi, aujourd'hui brisée,
Qui pourrait empêcher mon coeur de pleurer
Ton départ et ces routes que je maudis ?

A Chegada das Estradas

Hoje, que nossas montanhas
São presa dos homens de grana,
Por que você precisa ir,
Ir e me deixar na solidão?
Ontem, no verde profundo das pradarias,
Cuidávamos de nossos calmos rebanhos,
Mas estradas e bares invadiram tudo
E você, por elas, se mandou.
Antigamente, você e a natureza intocada,
Agora, estradas e poeira.
Quem poderia impedir meu coração de chorar
Sua partida e essas estradas que eu amaldiçoo?

Olha como eles assassinaram
Nosso velho carvalho e o álamo,
Sujaram as encostas das colinas
E escureceram o céu com fumaça!
Você caçava esses ladrões gananciosos
Que queriam roubar nossos tesouros
E você nos traiu por causa deles,
Amando o que antes você odiava.
De felicidade, eu vivia a cada dia,
Eu, hoje, despedaçada,
Quem poderia impedir meu coração de chorar
Sua partida e essas estradas que eu amaldiçoo?

Composição: