Conversazione Con Una Triste Signora Blu
Felice di smentirti ancora triste signora blu;
non è la vita ad ispirare le canzoni, come credi tu...
son le canzoni che costringono la vita ad essere com'è
e come non è...
E allora, mi dirai, perché si piange? Cosa si ricorda?
Che i sentimenti a questo punto,
i sentimenti, sono solo merda...
e invece no, e invece no,
guarda come ti posso far soffrire con una finzione...
senti qui che passione!
Tu, dove sarai a disperare il volo
degli anni miei?
E ancora dove ti perderai
da tutto questo amarti
che viene a sera e muore?
E poi triste signora blu
tutte le storie nascono finite:
le ho già decise io soltanto per averle immaginate...
e vivere è qualcosa come fingere di aver dimenticato...
e ricordare tu mi lascerai
perché io sto scrivendo ora che te ne andrai...
e allora tu, in quel momento,
ripeterai un dolore che già sto vivendo:
e non c'è niente non c'è niente, non ci sarà mai niente
che non sia stato, prima, nel cuore
Conversa com uma Triste Senhora Azul
Feliz em te desmentir, ainda triste senhora azul;
não é a vida que inspira as canções, como você pensa...
são as canções que forçam a vida a ser como é
e como não é...
E então, você me dirá, por que se chora? O que se lembra?
Que os sentimentos, a essa altura,
os sentimentos, são só merda...
e não, e não,
vê como posso te fazer sofrer com uma ilusão...
sente aqui essa paixão!
Você, onde estará desesperando o voo
dos meus anos?
E ainda onde você se perderá
desse amor todo
que vem à noite e morre?
E então, triste senhora azul,
todas as histórias nascem acabadas:
eu já decidi isso só por tê-las imaginado...
e viver é algo como fingir que esqueceu...
e lembrar você me deixará
porque estou escrevendo agora que você vai embora...
e então você, naquele momento,
repetirá uma dor que já estou vivendo:
e não há nada, não há nada, nunca haverá nada
que não tenha estado, antes, no coração
Composição: Mauro Paoluzzi / Roberto Vecchioni