L'amore mio
si svegliò
di un soffio impercettibile
che appena appena
se ne accorse il cuore;
e vide il mondo,
fino allora incomprensibile,
avere finalmente un senso
nelle tue parole...
e si inventò la forza
di venirti a prendere
e reggerti ubriaco
sulle scale:
la tenerezza
di vederti piangere,
stringendoti
per farti addormentare:
che pensarlo al di fuori di noi
non è possibile:
per come l'hai voluto tu
e lo difendo io
l'amore mio.
Sono stata in ansia
per i tuoi ritorni,
viva nell'illuminarsi
dei tuoi giorni,
mi ha colpita la felicità
come un addio,
amore mio,
io dormivo sotto la tua mano
e il tempo
mi ha portato via qualcosa
qui da dentro,
come un piccolo ricordo
di quand'era mio
l'amore mio...
Sei così sempre tu
da togliermi il respiro,
e solo i sogni tuoi
son quelli buoni:
gli altri, i piccoli, i miei,
quelli che vivo,
son biglietti persi
nei tuoi pantaloni;
chiudo gli occhi al riparo da te,
rincorro il tempo e scrivo;
e nonostante te
lo sento vivo
l'amore mio.
Ma non posso naufragare
nelle tue maree,
come una parola
dentro le tue idee,
questa notte è lunga, aiutami,
ci sono anch'io...
amore mio,
non so vivere, non voglio,
senza ricordare;
non so correre e nemmeno
forse camminare,
ma ho bisogno di trovarlo adesso
un posto mio,
il posto mio...
Farà male, dovrai scegliere,
dovrai sparire,
insultarmi o consolarmi,
prima di capire
che non sei soltanto tu,
ma sono anch'io
l'amore mio...
amore mio.
Meu Amor
acordou
com um sopro imperceptível
que mal mal
o coração percebeu;
e viu o mundo,
fins então incompreensível,
ter finalmente um sentido
nas suas palavras...
e inventou a força
de vir te buscar
e te segurar bêbado
nas escadas:
a ternura
de te ver chorar,
te apertando
pra te fazer dormir:
que pensar fora de nós
ão é possível:
pelo jeito que você quis
e eu defendo
meu amor.
Fiquei ansiosa
pelos seus retornos,
viva na iluminação
dos seus dias,
me atingiu a felicidade
como uma despedida,
meu amor,
eu dormia sob a sua mão
e o tempo
me levou algo
aqui de dentro,
como uma pequena lembrança
de quando era meu
meu amor...
Você é sempre assim
de me tirar o fôlego,
e só os seus sonhos
são os bons:
os outros, os pequenos, os meus,
que eu vivo,
são bilhetes perdidos
nas suas calças;
fecho os olhos pra me proteger de você,
corro contra o tempo e escrevo;
e apesar de você
eu sinto vivo
meu amor.
Mas não posso naufragar
nas suas marés,
como uma palavra
dentro das suas ideias,
essa noite é longa, me ajude,
estou aqui também...
meu amor,
não sei viver, não quero,
sansando lembrar;
não sei correr e nem
quem sabe andar,
mas preciso encontrar agora
um lugar meu,
o meu lugar...
Vai doer, você vai ter que escolher,
você vai ter que sumir,
me insultar ou me consolar,
antes de entender
que não é só você,
mas eu também
meu amor...
meu amor.
Composição: Roberto Vecchioni