Sonderkommando
In streams of anxiety I catch a breath of present time
And open a hidden door in a floor with the imprinted hand
Once again I begin a night descent toward my cellar worlds
Where the past of milion shadows plays with silent calmness
I dive strenously in an element of unwanted visions
Painted with pangs of conscience, fed with sadness
And helpless I stand among demons from the former life
The one tragically led ina treadmill of inhuman cruelty
Detested by the enemy, condemned by my co-brothers
I carry my burden of loneliness through the striped crowd
I pass dreams, hopes, I proceed among bitterness and tears
Unceasingly closing eyes of those who desire the sunrise
I silence my heart, forget the prayers, reject all thoughts
As I live in the irreversibleness of stupor just to last
I welcome trust, surprise, I say goodbye to faith and pride
And I write down the tragedy of humankind turned to dust
Being dead alive I await stepping out of the row
A moment of last crossing the hellish threshold
Eternal chimneys don’t forgive their foster sons
Ant they consume the testimony of extermination system
Devastated by the claims of abstract past
I am awaking to reality created in shade
Where from a victim of humanity burying times
I become an executioner in eyes of justice
Weary of life I examine myself in a mirror of sorrow
And my senile reflection is flowing with the last tear
Ready for meeting faces faded long ago by time
I join the rest of the damned from Sonderkommando
Here comes the time to dream
Sonderkommando
Em correntes de ansiedade, tomo um fôlego de tempo presente
E abra uma porta escondida em um chão com a mão impressa
Mais uma vez eu começo uma descida noturna em direção aos mundos da minha adega
Onde o passado de milhões de sombras brinca com calma silenciosa
Eu mergulho vigorosamente em um elemento de visões indesejadas
Pintado com dores de consciência, alimentado com tristeza
E desamparada eu estou entre os demônios da vida anterior
O tragicamente levou uma esteira de crueldade desumana
Detestado pelo inimigo, condenado pelos meus co-irmãos
Eu carrego meu fardo de solidão através da multidão listrada
Eu passo sonhos, espero, eu procedo entre amargura e lágrimas
Fechando incessantemente os olhos daqueles que desejam o nascer do sol
Eu silencio meu coração, esqueço as orações, rejeito todos os pensamentos
Como eu vivo na irreversibilidade do estupor apenas para durar
Saúdo a confiança, surpresa, eu digo adeus à fé e orgulho
E eu escrevo a tragédia da humanidade transformada em pó
Sendo morto vivo Aguardo sair da fileira
Um momento da última travessia do limiar infernal
As chaminés eternas não perdoam seus filhos adotivos
Formiga eles consomem o testemunho do sistema de extermínio
Devastado pelas reivindicações do passado abstrato
Eu estou despertando para a realidade criada à sombra
Onde de uma vítima dos tempos de enterro da humanidade
Eu me torno um carrasco aos olhos da justiça
Cansado da vida eu me examino em um espelho de tristeza
E meu reflexo senil está fluindo com a última lágrima
Pronto para conhecer rostos desbotados há muito tempo pelo tempo
Eu me junto ao resto dos malditos do Sonderkommando
Aí vem a hora de sonhar