Tokyo
Aa, ゆれてゆれて
Aa, yurete yurete
ねむりをさそう めまいのさきはなにをゆめみる?
Nemuri wo sasou memai no saki wa nani wo yume miru ?
すみとかしたこのみやこにつもるはいろのちりとくろきはなびら
Sumi to kashita kono miyako ni tsumoru haiiro no chiri to kuroki hanabira
わたしはかさをもたぬままひとりぜつぼうのななのかすみをまとう
Watashi wa kasa wo motanu mama hitori zetsubou no na no kasumi wo matou
ひかりをわすれわれをわすれたままいちやいちやをゆびおりかぞえ
Hikari wo wasure ware wo wasureta mama ichiya ichiya wo yubiorikazoe
もとにもどれぬかたちなしままかれくされたいゆりとなる
Moto ni modorenu katachinaki mama kare kusareta yuri to naru
きみをもとめきみをわすれる
Kimi wo motome kimi wo wasureru
きみのためにあたしをころす
Kimi no tame ni atashi wo korosu
きみをおもいこころがいたい
Kimi wo omoi kokoro ga itai
きみがいないわたしはなにをみてる
Kimi ga inai watashi wa nani wo miteru
うすべにのなみだちる
Usubeni no namida chiru
むすばれぬこいを
Musubarenu koi wo
なんどもなんども
Nandomo nandomo
からだにきざんだ
Karada ni kizanda
ますいしかけこのからだ
Masui shikake kono karada
ときにきしみときにこばみりせいけしていく
Toki ni kishimi toki ni kobami risei keshiteiku
つよく、だいてだいていかせてほしい
Tsuyoku, daite daite ikasete hoshii
[Motto] だえきまみれのからだなめまわして
[Motto] daeki mamire no karada name mawashite
(そして)だいてだいてゆめをみせてよ
(Soshite) daite daite yume wo misete yo
ずっとこのままさめないゆめをみせて
Zutto kono mama samenai yume wo misete
かわれたあたしそれでもあいされたい
Kawareta atashi soredemo aisaretai
これがさいごのねがいのようです
Kore ga saigo no negai no you desu ne
ちまみれのからだながめても
Chi mamire no karada nagametemo
いたみもなくくるしくなくきっとわらうのです
Itami mo naku kurushikunaku kitto warau no desu ne
つよく、だいてだいていかせてほしい
Tsuyoku, daite daite ikasete hoshii
[Motto] だえきまみれのからだなめまわして
[Motto] daeki mamire no karada name mawashite
(そして)ずっとずっとねむらせてほしい
(Soshite) zutto zutto nemurasete hoshii
あなたがぜんぶきえるまえに
Anata ga zenbu kieru mae ni
あいたい
Aitai
いつか
Itsuka
このきずがきえて
Kono kizu ga kiete
あたしかわれるときがきたなら
Atashi kawareru toki ga kita nara
さびついたこのくさりすてて
Sabitsuita kono kusari sutete
またきみにあいたい
Mata kimi ni aitai
Tóquio
Aa, balançando, balançando
O que será que se sonha na dança que chama o sono?
Com cinzas e poeira acumuladas nesta cidade emprestada,
Eu ando sozinha, sem guarda-chuva, cercada pela névoa do desespero.
Esquecendo a luz, esquecendo a mim mesma, a cada noite que passa,
Sem conseguir voltar, me tornei um lírio murchado e podre.
Buscando você, esquecendo você,
Para você, eu mato a mim mesma.
Pensando em você, meu coração dói,
Sem você, o que estou olhando?
Lágrimas de um rosa pálido caem,
Um amor que não se amarra,
Vez após vez,
Marcado no meu corpo.
Com a anestesia, este corpo se esvai,
Às vezes, a razão se esvai, às vezes, se distorce.
Fortemente, quero que me abrace, me deixe viver,
[Muito] me enrole nesse corpo coberto de secreção,
(E então) me abrace, me mostre seus sonhos,
Mostre-me esse sonho que nunca acorda.
Mudada, mas ainda quero ser amada,
Parece que este é meu último desejo, não é?
Mesmo que eu olhe para este corpo coberto de sangue,
Sem dor, sem sofrimento, com certeza vou sorrir, não é?
Fortemente, quero que me abrace, me deixe viver,
[Muito] me enrole nesse corpo coberto de secreção,
(E então) quero dormir, dormir para sempre,
Antes que você desapareça completamente.
Quero te ver.
Um dia,
Quando essa ferida desaparecer,
Se o momento de eu mudar chegar,
Vou jogar fora essas correntes enferrujadas,
E quero te ver de novo.