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Carta de Um Soldado

Vendaval

Carta de Un Soldado

Fuego se alza allende el mar
madre, parto a luchar.

Niños llorando en la oscuridad
la guerra es su segundo hogar.

Nadie quiere morir.
Algunos quieren matar,
luego reir, luego brindar.

Llevo tu risa en mi corazón
el viento me deja oir tu voz.
Hoy disparé sin ninguna razón,
madre te pido perdón.

El hombre me pidió clemencia
llevaba en sus manos una foto
cuando en mis brazos murió.

Madre
el próximo puedo ser yo.
Madre
ya soy asesino, te pido perdón.

En sus ojos vi
las lágrimas de un hermano.
Que Dios castigue mi ser
por manchar con su sangre mis manos.

Nunca mi conciencia me permitirá
mirar al pasado sin llorar.
Madre, prefiero morir aquí
con esto no puedo vivir.

¿Quién tiene en sus manos mi destino?
¿ Quién es el que decide quiénes vamos
a la guerra a morir?

[Música y Letra: Luis Fernández]

Carta de Um Soldado

Fogo se ergue além do mar
mãe, estou indo lutar.

Crianças chorando na escuridão
a guerra é seu segundo lar.

Ninguém quer morrer.
Alguns querem matar,
depois rir, depois brindar.

Levo seu sorriso no meu coração
o vento me deixa ouvir sua voz.
Hoje atirei sem nenhuma razão,
mãe, te peço perdão.

O homem me pediu clemência
trazia em suas mãos uma foto
quando em meus braços morreu.

Mãe
o próximo posso ser eu.
Mãe
já sou assassino, te peço perdão.

Em seus olhos vi
as lágrimas de um irmão.
Que Deus castigue meu ser
por manchar com seu sangue minhas mãos.

Nunca minha consciência me permitirá
olhar para o passado sem chorar.
Mãe, prefiro morrer aqui
com isso não consigo viver.

Quem tem em suas mãos meu destino?
Quem é que decide quem vai
à guerra para morrer?

[Música e Letra: Luis Fernández]