Muszê z tym ¿yæ
Wiem ¿e s¹ rzeczy które bol¹
wiem ¿e s¹ takie co jak kamieñ tona
wiem ¿e puszczone w niepamiêæ ju¿ nie goni¹
¿yciu na jakiœ czas spokój daj¹
Up³yne³y te dni kiedy czu³em siê wolny
bêd¹c jeszcze dzieckiem bawi¹cym siê w wojny
jednak pozbawiony toku realnego myslenia
bêd¹c istot¹ nie maj¹c¹ nic do powiedzenia
czeka³em na rzeczy których nierozumia³em
a które póŸniej okaza³y siê tylko bana³em
to jakbym spa³ pod os³on¹ ciemnej nocy
nieœwiadomy ze dzieciñstwo tak szybko siê skoñczy
otworzy³em oczy teraz gdy juz dojrza³em
przestraszy³y mnie realia z których wtedy siê œmia³em
zrozumia³em moje b³êdy z czasem przegra³em
zrozumia³em zostawi³em niezatarte œlady
wiem na przekór innym robi³em z³e rzeczy
wiem ¿e czasu nie da siê cofn¹æ
wiem to co za nami nie umilknie
wiem ka¿dy musi z tym ¿yæ
wiem ¿e sa rzeczy które bola
wiem ¿e s¹ takie co jak kamieñ tona
wiem ¿e puszczone w niepamiêæ jush nie goni¹
¿yciu na jakis czas spokój daj¹
Kolejny nasta³ dzieñ kiedy ¿ycie w swoich d³oniach
z chorego snu wyrwany d¿wigam poza skrajach d¿wigam
ciê¿ar tych zapamiêtanych w przysz³oœci w z³oœci
tyle spraw straci³o na wartoœci w z³oœci
zostawia³em innych nie ¿a³uj¹c ich wcale w z³oœci
nie patrz¹c za siebie szed³em dalej
zapominaj¹c o lojalnoœci wobec bliskich
teraz nikt z nich nic z tych chwil nie ma ju¿ w pamiêci
teraz wiem sam sobie wystawi³em rachunek
teraz wiem ¿e z ich strony mogê liczyæ na szacunek
wiem ¿e k³êbek swego ¿ycia rozwija
ten siê pl¹cze raz tu raz tam i z tropu zbija
wiem plony zbieram z ¿ycia poza kontrol¹
wiem by³y sprawy które po dziœ dzieñ bol¹
wiem za ma³o czasu abym uczy³ siê na b³êdach
bo ¿ycie to czas a czas na mnie nie czeka
wiem ¿e s¹ rzeczy które bol¹
wiem ¿e s¹ takie co jak kamieñ ton¹
wiem ¿e puszczone w niepamiêæ jush nie goni¹
¿yciu na jakis czas spokój daj¹
Música com isso
Sei que há coisas que doem
sei que há aquelas que pesam como uma pedra
sei que esquecidas já não perseguem
na vida, por um tempo, trazem paz
Passaram aqueles dias em que me sentia livre
sendo ainda uma criança brincando de guerra
mas sem o fluxo do pensamento real
sendo um ser que não tinha nada a dizer
esperei por coisas que não entendia
e que depois se mostraram só banalidades
é como se eu estivesse dormindo sob a escuridão da noite
inconsciente de que a infância acaba tão rápido
abri os olhos agora que já cresci
as realidades que antes eu ria me assustaram
entendi meus erros, com o tempo perdi
entendi que deixei marcas indeléveis
sei que, ao contrário dos outros, fiz coisas erradas
sei que o tempo não pode ser revertido
sei que o que ficou para trás não vai silenciar
sei que cada um tem que viver com isso
sei que há coisas que doem
sei que há aquelas que pesam como uma pedra
sei que esquecidas já não perseguem
na vida, por um tempo, trazem paz
Outro dia chegou quando a vida em minhas mãos
arrancado de um sonho doentio, eu levanto além das margens
carrego o peso das memórias guardadas no futuro, na maldade
tantas coisas perderam valor na maldade
deixei os outros, sem me importar com eles na maldade
sem olhar para trás, segui em frente
esquecendo a lealdade com os próximos
agora ninguém deles tem mais nada na memória
agora sei que fiz a conta para mim mesmo
agora sei que do lado deles posso contar com respeito
sei que o novelo da minha vida se desenrola
ele se emaranha aqui e ali e me tira do foco
sei que colho os frutos da vida fora de controle
sei que houve coisas que ainda doem até hoje
sei que há pouco tempo para aprender com os erros
porque a vida é tempo e o tempo não espera por mim
sei que há coisas que doem
sei que há aquelas que pesam como uma pedra
sei que esquecidas já não perseguem
na vida, por um tempo, trazem paz