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Primavera Periférica

Versos do Ofício

Letra

    Sorrisos profundos, olhos lacrimejados
    Alguns esforçados, outros vagabundos, cada um em um mundo enjaulado
    Beija-flores vagando em cinquenta tons de um céu nublado
    Eu não onde estou chegando
    Vim de onde só tem tijolo e corpo empilhado

    Com o meu reflexo eu fiz um pacto, chegar no topo sem estar carregado
    Pois eu sou um cacto em um jardim que não era regado
    Me perdí na tal flor da Colombia, madrugadas, fantasmas, insonia
    Días sem dormir e vários zumbis e o fogo do bic derretendo tudo
    Incendiando Amazônia

    Delicadas rosas pretas desabrochando na poça de sangue de mais um irmão
    Devo cobrar dos que votaram ou da liderança da nossa nação
    Olhos brancos esbugalhados dominam a noite igual cheiro de jasmim
    Um doce perfume que lembra a morte olhando pra mim

    Como amantes se cortejando, girassóis seguindo o Sol
    Um milagre estão esperando e aquelas mãos estendidas no farol
    Escrevi no jardim as palavras que me tornaram parte dessa terra
    Borboletas me chamam de casa, nascidas desse resquício da guerra

    Parece que aquí é uma viagem de flor de lírio
    Cheirando a cadáver como as orquídeas
    Vozes e prantos formando delírio
    Acorda meu povo, vamos Brasil, levanta
    Que as flores sobre seu caixão não sejam a única espera
    Junta os pedaços e o nó na garganta, acabou o inverno
    Já é primavera!

    Traga traumas e dores
    Más também quero falar dessas flores
    Traga traumas e dores
    Más também quero falar dessas flores

    Olhando pros galhos percebi, o quanto é difícil resistir
    Desejos... Sempre me queixo
    Coração sangrento clamando pela flor do beijo
    No qual receio, a passarela sussurra o desfiladeiro são
    Insanamente nosso destino na boca do leão

    Abri a mente e chamei atenção. Observei a ramificação
    Quem veio antes foi caindo e não
    Não deixou muita opção
    Lágrimas se vão. Cachoeiras de mágoas, pétalas, folhas
    E tristes lembranças me fazem ficar ou decidir explodir essa bolha

    Quebre a redoma, bota fogo nessa porra, eles querem nos podar
    E limitar dentro de uma estufa até que a gente morra
    La flamboyant que champagne, Lamborghini com banco de couro
    Nos somos o povo e nosso povo também quer quilos de ouro

    É o código do ser, todas as cores e mais de cem tons de verde
    Tentaram tolher minha natureza veio pra matar essa sede
    Jair tentou ser maior más fede a carniça e fomos pra rua
    Podem cortar todas flores más não impedem
    A primavera continua

    Más também quero falar dessas flores
    Traga traumas e dores
    Más também quero falar dessas flores

    Composição: Octavio Augusto Ribas Bernardes Iglesias / Lucas Lima Bispo. Essa informação está errada? Nos avise.

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