Mesinha de Canto
Vibrando Na Luz
Te vi caída aquele dia no canto da sala
Embaixo da mesinha de canto
De tanto beber
Juntando silêncios que estavam no peito
Que não conseguia falar
Quem vê por fora nem imagina
As guerras que cê venceu sem contar
Já te arrancaram pedaços da sua luz própria
Já te deixaram sem rumo e sem voz
Mas toda vez que tentaram te quebrar
Você se remontou ainda melhor
Tem gente que sangra e para
Você sangra e floresce
Tem dor que tenta te apagar
Mas em você isso não acontece
Porque você sabe transformar dor em poesia
E assim cresce a sua expansão
Tua centelha divina
Regenera outra vez
Quando pensam que é fim da linha
Cê volta mais forte que mês após mês
Se tentam te enterrar, cê cria raiz
Se te ferem, cê aprende a se curar
O divino mora em quem cai
E mesmo chorando escolhe levantar
Você tem fogo de vida escondido nas cinzas
Águas internas que lavam o que machucou
É dessas almas que o tempo respeita
Porque transforma até o que doeu
Quando o sofrimento vem
Você conversa com o bom Deus baixinho
E me escuta dizendo: Filha, ainda existe um caminho
Quem conhece a própria raiz
Não tomba por um vento qualquer
E quem já renasceu de si mesma
Não implora colo a ninguém que não queira mais ficar
Tua centelha divina
Regenera outra vez
Quando pensam que é fim da linha
Cê volta mais forte que mês após mês
Se tentam te enterrar, cê cria raiz
Se te ferem, cê aprende a se curar
O divino mora em quem cai
E mesmo chorando escolhe levantar
Tem gente que sobrevive
Você renasce
Pega pra você a tua força e vai
Vibrando na luz divina com aqueles que te amparam, também vibrantes na luz divina
Fui



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