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Zenaida Ingrata

Vicente Fernández

Zenaida Ingrata

Zenaida ingrata, me traes rendido
Desde el momento en que te conocí
Distintas flores he conocido
Pero ninguna que se iguale a ti

Paloma blanca, presta tus alas
Para volar al jardín aquel
Tan delicioso que a mí me encanta
Quiero embriagarme con su dulce miel

¡Uh-ah!
¡Ah-ja-ja!

En este mundo ya nadie sobra
No ha de faltar quien me sepa querer
Y la de buenas que yo soy hombre
Y no me engrío con ninguna mujer

Soy marinero de puerto en puerto
Voy navegando en un buque de vapor
Pues ando en busca de mi Zenaida
Que se embarcó para Nueva York

Mira, Zenaida, no seas ingrata
Con el que tanto te supo querer
De ti me ausento y quizá ya nunca
En este mundo me vuelvas a ver

Zenaida ingrata, ya me despido
Porque mañana me voy de aquí
Y si algún día de mí te acuerdas
Más nunca digas que quedó por mí

Adiós, Zenaida

Zenaida Ingrata

Zenaida ingrata, você me deixou caído
Desde o momento em que te conheci
Conheci várias flores por aí
Mas nenhuma se compara a você

Pombinha branca, empresta suas asas
Pra eu voar até aquele jardim
Tão delicioso que me encanta
Quero me embriagar com seu doce mel

Uh-ah!
Ah-ja-ja!

Neste mundo ninguém é demais
Sempre tem alguém que vai me amar
E que sorte a minha de ser homem
E não me iludo com nenhuma mulher

Sou marinheiro de porto em porto
Vou navegando num navio a vapor
Pois estou à procura da minha Zenaida
Que embarcou para Nova York

Olha, Zenaida, não seja ingrata
Com quem tanto soube te amar
De você me afasto e talvez nunca mais
Neste mundo você me veja de novo

Zenaida ingrata, já vou me despedindo
Porque amanhã vou embora daqui
E se algum dia de mim você lembrar
Nunca diga que foi por minha causa

Adeus, Zenaida

Composição: Samuel Margarito Lozano Blancas, Raymundo Perez Y Soto