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Sob o Flamboyant

Vicente García

Bajo El Flamboyán

Dime a ver si tú crees que parece un amor desesperado
El invierno que llevo por dentro de tanto soñar
Seré otra vez esclavo de tu cuerpo, el cimarrón de tu montaña
Una vez y otra vez enredados de tanto adorar
Y es que yo vuelvo y caigo en ese abismo si tú me correspondes

Veámonos bajo la sombra del Flamboyán

Y es que yo sé que has de tener mi amor más de un motivo
Como rosa que brota una espina en el medio del rosal

Por qué no vienes a profanar mi soledad

Si alguna vez a ti te da por escuchar esta canción desesperada
Yo confieso y tropiezo detrás de ti
Volver a vernos sembrando los recuerdos camino a puerto plata
Al filo de la tarde volviéndonos a hundir

Y es que yo cargo aquí una lagrimita que guinda de tu nombre
¿Qué nos pasó si te recuerdo en el mamey del Flamboyán?

Sigo perdido, no se me arranca la rama de la flor
Te espero bajo el Flamboyán

Sob o Flamboyant

Me diz se você acha que isso parece um amor desesperado
O inverno que carrego por dentro de tanto sonhar
Serei mais uma vez escravo do seu corpo, o cimarrão da sua montanha
Uma vez e outra vez enredados de tanto adorar
E é que eu volto e caio nesse abismo se você me corresponde

Vamos nos encontrar sob a sombra do Flamboyant

E é que eu sei que você deve ter meu amor por mais de um motivo
Como a rosa que brota uma espinha no meio do roseiral

Por que você não vem profanar minha solidão?

Se alguma vez você tiver vontade de ouvir essa canção desesperada
Eu confesso e tropeço atrás de você
Voltar a nos ver semeando as lembranças a caminho de Porto Plata
À beira da tarde nos afundando de novo

E é que eu carrego aqui uma lagriminha que pende do seu nome
O que nos aconteceu se eu te lembro no mamey do Flamboyant?

Continuo perdido, não consigo arrancar a rama da flor
Te espero sob o Flamboyant

Composição: Vicente García