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Quando o velho relógio

Victor Heredia

Cuando el viejo reloj

Cuando el viejo reloj

Cuando el viejo reloj de la quinta señal
endereza sus huesos en la oscuridad
del pequeño cuartito y comienza a toser
y es tu tos el enuncio del amanecer.
Busca lentamente las viejas pantuflas
y entre maldiciones enciende la estufa;
ya no tiene humor, aún menos paciencia
para ese temblor que lo desorienta.
Todo se la ve, de las manos ya.
Todo se le va de las manos ya.
Anciano, anciano, anciano.
La vejez es sólo un otoño en paz
deja de llorar y enséñame a volar,
que si tú eres viejo, yo llevo en mis huesos
también la vejez, la melancolía
que azota mis días como un triste pez.
Anciano… anciano… anciano…
Que en tus viejas ramas
cuando sople el viento me cobijaré;
que junto a tu cama, si quieres mañana,
yo te haré café.
Anciano… anciano… anciano…
Anciano.

Quando o velho relógio

Quando o velho relógio

Quando o velho relógio da quinta badalada
endireita seus ossos na escuridão
do pequeno quartinho e começa a tossir
e é a sua tosse o sinal do amanhecer.
Busca devagar as velhas pantufas
e entre xingamentos acende o fogão;
já não tem humor, ainda menos paciência
para esse tremor que o desorienta.
Tudo se vai, das mãos já.
Tudo se vai das mãos já.
Velho, velho, velho.
A velhice é só um outono em paz
para de chorar e me ensina a voar,
que se você é velho, eu carrego nos meus ossos
também a velhice, a melancolia
que açoita meus dias como um peixe triste.
Velho… velho… velho…
Que nas suas velhas ramas
quando o vento soprar eu vou me abrigar;
que ao lado da sua cama, se você quiser amanhã,
eu te faço café.
Velho… velho… velho…
Velho.

Composição: